Data da previsão: 25 de novembro de 2003
"Para o sociologo normal, ele mesmo é o detentor da verdade sobre as pessoas. As pessoas são necessariamente inconcientes, se enganam. É verdade que as pessoas se enganam, mas os sociologos também! E si as pessoas se enganam, tem contemporaneamente uma experiencia de vida, e isso é muito importante. Muitas experiencias da vida me emocionaram. Uma das tendencias da sociologia moderna, chamada de etnometodologia, faz exatamente aquilo que eu então fazia espontaneamente, reconhecendo de um lado que as pessoas sobre as quais realizamos as pesquisas não são somente objetos para ser catalogados, mas são uma experiencia de vida que os sociologos precisam utilizar, realizando por outro lado uma pesquisa sobre sua propria pesquisa."
de Dialogo com Edgar Morin por Francesco Morace
Data de vencimento: 25 de novembro de 2008
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25/11/2008
15/11/2008
()PreVisão 57. A moda e a memoria pessoal
Data da previsão: 15 de novembro de 2007
A moda e as esteticas destes ultimos anos se empenharam em todo tipo de revival e recuperação historica. Passado lentamente o enfatuamento pelo post-moderno, por um passado generico e generalista, estamos caminhando lentamente para uma fase de recuperação dos processos mais consolidados de ontem, e não somente das icones. O encontro entre nossa historia pessoal, nossa cultura de origem e as exigencias da modernidade estimulam a re-criação e a revisitação de tipologias de produtos tradicionais aptas também a sustentar as novas dinamicas da cotidianidade. O sucesso dos porta-retratos digitais é uma prova disso: trata-se de objetos familiares que unem porém um design tradicional com uma forma tecnologica já de grande difusão, criando uma nova ritualidade em volta do conceito de memoria. A capacidade de narrar, de transmitir um pedaço do passado, real ou imaginario, premia os projetos mais narrativos, onde as artes visuais se aproximam sempre mais do cinema, até do romance." de Real Fashion Trends
Data de vencimento: 15 de novembro de 2009
A moda e as esteticas destes ultimos anos se empenharam em todo tipo de revival e recuperação historica. Passado lentamente o enfatuamento pelo post-moderno, por um passado generico e generalista, estamos caminhando lentamente para uma fase de recuperação dos processos mais consolidados de ontem, e não somente das icones. O encontro entre nossa historia pessoal, nossa cultura de origem e as exigencias da modernidade estimulam a re-criação e a revisitação de tipologias de produtos tradicionais aptas também a sustentar as novas dinamicas da cotidianidade. O sucesso dos porta-retratos digitais é uma prova disso: trata-se de objetos familiares que unem porém um design tradicional com uma forma tecnologica já de grande difusão, criando uma nova ritualidade em volta do conceito de memoria. A capacidade de narrar, de transmitir um pedaço do passado, real ou imaginario, premia os projetos mais narrativos, onde as artes visuais se aproximam sempre mais do cinema, até do romance." de Real Fashion Trends
Data de vencimento: 15 de novembro de 2009
06/11/2008
PreVisão 55. As cidades, novos lugares de aventura
Data da previsão: 6 de novembro de 2007
A condição urbana - dramatica sob muitos aspectos nas megalopoles do Mexico ou do Brasil, da India ou da China - constitue porém uma base ideal de exploração vital, especialmente para as gerações jovens. É isso que os situacionistas dos anos Sessenta, no rastro dos surrealistas, tinham intuido praticando aquela que chamavam a deriva urbana ou psicogeografia. A cidade tornava-se para eles um terreno de aventura, no qual a dimensão ludica e a onirica tinham um lugar de honra. A deriva em uma cidade - em grupo ou sozinhos - permitia explorar um espaço especifico, confrontando-se com todas as possiveis e multiplas diversidades, vivendo assim utopias intersticiais. A navegação na galaxia dos estilos de pensamento, por parte de milhões de jovens sulamericanos ou chineses, deveria de alguma maneira permitir uma experiencia parecida.
Sobre o territorio das megalopoles na Asia e na America do Sul isso tudo está acontecendo: estes lugares na sua articulação complexa entre periferias degradadas e nova arquitetura tem herdado esta propensão para a deriva e a aventura, trocando entre si sinais simbolicos, que não são somente os produtos de consumo, mas sim a possibilidade de novas experiencias relacionais. O importante é que não sejam experiencias univocas e impostas, e sim constituam somente um elemento da propria experiencia vital: nesta dimensão não é dificil prever para os proximos anos uma grande revitalização do proprio conceito de cidadania, ao contrario do que imagina Rifkin no seu livro A era do accesso, no qual previa um desaparecimento de qualquer relacionamento direto com o territorio.
Data de vencimento: 6 de novembro de 2009
A condição urbana - dramatica sob muitos aspectos nas megalopoles do Mexico ou do Brasil, da India ou da China - constitue porém uma base ideal de exploração vital, especialmente para as gerações jovens. É isso que os situacionistas dos anos Sessenta, no rastro dos surrealistas, tinham intuido praticando aquela que chamavam a deriva urbana ou psicogeografia. A cidade tornava-se para eles um terreno de aventura, no qual a dimensão ludica e a onirica tinham um lugar de honra. A deriva em uma cidade - em grupo ou sozinhos - permitia explorar um espaço especifico, confrontando-se com todas as possiveis e multiplas diversidades, vivendo assim utopias intersticiais. A navegação na galaxia dos estilos de pensamento, por parte de milhões de jovens sulamericanos ou chineses, deveria de alguma maneira permitir uma experiencia parecida.
Sobre o territorio das megalopoles na Asia e na America do Sul isso tudo está acontecendo: estes lugares na sua articulação complexa entre periferias degradadas e nova arquitetura tem herdado esta propensão para a deriva e a aventura, trocando entre si sinais simbolicos, que não são somente os produtos de consumo, mas sim a possibilidade de novas experiencias relacionais. O importante é que não sejam experiencias univocas e impostas, e sim constituam somente um elemento da propria experiencia vital: nesta dimensão não é dificil prever para os proximos anos uma grande revitalização do proprio conceito de cidadania, ao contrario do que imagina Rifkin no seu livro A era do accesso, no qual previa um desaparecimento de qualquer relacionamento direto com o territorio.
Data de vencimento: 6 de novembro de 2009
28/10/2008
PreSentimento 46. O lar como uma caixa de surpresas.
Data do presentimento: 28 de outubro de 2007
O ambiente domestico no futuro será uma caixa cheia de surpresas, em continua alternança entre o material e o imaterial. As qualidades extruturais, fisicas serão proximas ás atuais hoje na arquitetura, com a caracteristica porém de uma fruição mais flexivel e informal do espaço. De fato o paralelismo apropriado para a casa do futuro é o modelo de habitação japonesa, onde os espaços internos são caixas interconectadas de maneira simples, o espaço , no interior, é limitado pelas funções e fins, um conjunto definido somente pelos muros externos, onde os limites internos podem ser tanto tangiveis como intangiveis. Comprender a expressão fisica da casa do futuro significa em primeiro lugar reconhecer de maneira iluminista os progressos da tecnologia, a presença de plataformas digitais, a comunicação entre aquilo que está dentro da casa e o espaço circumstante, sem incorrer porém no costumeiro erro (como nos filmes de ficção cientifica dos anos '60) de imaginar uma mecanização da domesticidade, ou uma presença invasiva da tecnologia. Ao contrario o presentimento é que quanto mais tecnologia, menos a veremos. Pois de fato vai ser valorizada a inteligencia invisivel do poder tecnologico. Evidentemente os habitadores da casa do futuro procurarão proteção e silencio, mas ocasiões de socialização e expressão pessoal também. Seu desejo de exploração será apagado pela tecnologia, e seu desejo de fuga, mental e fisica, do contexto urbano e do stress cotidiano será gratificado pela micro-presença de areas verdes, para um viver cotidiano mais inter-geracional.
Data de vencimento: 25 de outubro de 2015
O ambiente domestico no futuro será uma caixa cheia de surpresas, em continua alternança entre o material e o imaterial. As qualidades extruturais, fisicas serão proximas ás atuais hoje na arquitetura, com a caracteristica porém de uma fruição mais flexivel e informal do espaço. De fato o paralelismo apropriado para a casa do futuro é o modelo de habitação japonesa, onde os espaços internos são caixas interconectadas de maneira simples, o espaço , no interior, é limitado pelas funções e fins, um conjunto definido somente pelos muros externos, onde os limites internos podem ser tanto tangiveis como intangiveis. Comprender a expressão fisica da casa do futuro significa em primeiro lugar reconhecer de maneira iluminista os progressos da tecnologia, a presença de plataformas digitais, a comunicação entre aquilo que está dentro da casa e o espaço circumstante, sem incorrer porém no costumeiro erro (como nos filmes de ficção cientifica dos anos '60) de imaginar uma mecanização da domesticidade, ou uma presença invasiva da tecnologia. Ao contrario o presentimento é que quanto mais tecnologia, menos a veremos. Pois de fato vai ser valorizada a inteligencia invisivel do poder tecnologico. Evidentemente os habitadores da casa do futuro procurarão proteção e silencio, mas ocasiões de socialização e expressão pessoal também. Seu desejo de exploração será apagado pela tecnologia, e seu desejo de fuga, mental e fisica, do contexto urbano e do stress cotidiano será gratificado pela micro-presença de areas verdes, para um viver cotidiano mais inter-geracional.
Data de vencimento: 25 de outubro de 2015
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