Data da previsão: 31 de julho de 2007
Cada um herda dos lugares onde vive uma energia que podemos definir genius loci (o talento do lugar), que tem que ser conhecido e reconhecido, e que plasma de modo dinamico o carater e a experiencia pessoal. O magico encontro entre a unicidade dos lugares e a unicidade das pessoas, permite definir uma trama de historias coletivas e individuais, cujo limite è impossivel delinear com precisão. No entanto existem esperiencias comuns e universais - desde o sonho até a linguagem - que nos fazem diferentes de toda outra criatura neste planeta. O papel extraordinario da Web torna-se portanto o de pôr em comunicação estas diversidades e ao mesmo tempo evidenciar a universalidade da experiencia humana. Isto significa que nos proximos 6 anos o pensamento de cada um - que é sempre local - vai se confrontar sempre mais frequentemente com uma visão global. È preciso portanto virar ao avesso o conceito desviante Think globally, Act locally ( che tem caracterizado 20 anos devastadores de globalização) no seu oposto Think locally, Act globally .
Data de vencimento: 31 de julho de 2013
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31/07/2009
11/07/2009
PreVisão 170. Os sapatos são um patrimonio para os artistas/artesãos
Um ano apòs esta previsão, e com uma aceleração que supera a fantasia, as cidades italianas encheram-se de costureiras e reparadores que usam seu talento na “manutenção”. Um dos efeitos mais agradaveis da crise, pelo menos no aspecto da sustentabilidade....
Data da previsão: 11 de julho de 2008.
Fala-se muito na crise dos consumos. As promoções iniciadas nestes dias em muitas cidades italianas apresentam um resultado paradoxal: aqueles que compram mais são os turistas estrangeiros. Assim como acontece nas boutiques de moda e também nos outlets, assaltados por ônibus de russos e europeus do leste, que vivem nosso pais como o pais da beleza. Assim também acontece com os muitos asiáticos que chegam em Milano a trabalho ou em grupos: sempre a procura de ofertas. Os italianos , ao contrario, re-aprendem a arte da manutenção e da poupança, e isso no fim das contas não vai ser ruim, com o bom grado dos comerciantes , que de quebra vão precisar aprender as línguas estrangeiras. E novamente vou lembrar mais um costume que De Crescenzo relata no seu livro Il caffè sospeso que citei no post de ontem. O autor narra que “...em Napoli os sapatos não são um produto de consumo, mas sim um produto patrimonial. Quero dizer que na minha cidade um par de sapatos fica sendo usado até as suas extremas capacidades de sobrevida. Uma sola furada, uma arranhadura no couro representam somente imprevistos temporarios na vida de um sapato napolitano. Cuidado com amor, lustrado com atenção, armazenado nas estações improprias com um bom enchimento de papel de jornal, o sapato hiberna feliz por ser reutilizado no próximo ano. Não á de ser a moda a destruir um relacionamento afetuoso, até intimo, entre o dono e o sapato.”
E aqui está o ponto: os ciclos da moda e do consumo estão começando a ser questionados por consumidores sempre mais despertos e propensos a construir relacionamentos afetivos de longa duração com objetos e produtos . Não podemos falar somente em crise, mas comprender os contornos desta transição que estamos vivendo e da qual não vamos voltar atràs a não ser ocasionalmente para alguns produtos inovativos que podem mudar nossa vida.
E portanto a previsão è que os artesãos, os recuperadores, os especialistas no conserto de produtos vão estourar e progredir , ao lado dos comerciantes -vendedores.
Data de vencimento: 11 de julho de 2011
Data da previsão: 11 de julho de 2008.
Fala-se muito na crise dos consumos. As promoções iniciadas nestes dias em muitas cidades italianas apresentam um resultado paradoxal: aqueles que compram mais são os turistas estrangeiros. Assim como acontece nas boutiques de moda e também nos outlets, assaltados por ônibus de russos e europeus do leste, que vivem nosso pais como o pais da beleza. Assim também acontece com os muitos asiáticos que chegam em Milano a trabalho ou em grupos: sempre a procura de ofertas. Os italianos , ao contrario, re-aprendem a arte da manutenção e da poupança, e isso no fim das contas não vai ser ruim, com o bom grado dos comerciantes , que de quebra vão precisar aprender as línguas estrangeiras. E novamente vou lembrar mais um costume que De Crescenzo relata no seu livro Il caffè sospeso que citei no post de ontem. O autor narra que “...em Napoli os sapatos não são um produto de consumo, mas sim um produto patrimonial. Quero dizer que na minha cidade um par de sapatos fica sendo usado até as suas extremas capacidades de sobrevida. Uma sola furada, uma arranhadura no couro representam somente imprevistos temporarios na vida de um sapato napolitano. Cuidado com amor, lustrado com atenção, armazenado nas estações improprias com um bom enchimento de papel de jornal, o sapato hiberna feliz por ser reutilizado no próximo ano. Não á de ser a moda a destruir um relacionamento afetuoso, até intimo, entre o dono e o sapato.”
E aqui está o ponto: os ciclos da moda e do consumo estão começando a ser questionados por consumidores sempre mais despertos e propensos a construir relacionamentos afetivos de longa duração com objetos e produtos . Não podemos falar somente em crise, mas comprender os contornos desta transição que estamos vivendo e da qual não vamos voltar atràs a não ser ocasionalmente para alguns produtos inovativos que podem mudar nossa vida.
E portanto a previsão è que os artesãos, os recuperadores, os especialistas no conserto de produtos vão estourar e progredir , ao lado dos comerciantes -vendedores.
Data de vencimento: 11 de julho de 2011
26/02/2009
PreVisão 107. O primeiro "miracolo italiano"
Data da previsão: 25 de fevereiro de 2008
" A tese que queremos propôr ao debate neste breve ensaio afirma que a Italia poderá nos proximos anos representar um papel totalmente novo na area internacional, se terá a ambição e a capacidade em valorizar seu proprio extraordinario talento em produzir felicidade cotidiana. Nesta missão a vocação estetica do nosso País deverá assumir uma centralidade que até hoje não adquiriu, priorizando o modelo produtivo e cultural que soubemos criar no passado, desde o Renascimento para cá. O sentido da Italia. Quando Raffaele Simone fala no seu livro Il paese del pressapoco (o País do mais ou menos) da falta de um Evento Fatal no qual os italianos possam se identificar, está certo: o Risorgimento Italiano (resurreição italiana de 1800 que levou á independencia da dominação estrangeira e à Italia Unida em 1860 - n.tr.) não reune as caracteristicas eroicas e decisivas para poder sustentar o sonho de todo um povo, e no fundo nem Garibaldi nos pertence exclusivamente(o heroi dos dois mundos..) Acreditamos que a fonte mais extraordinaria e que melhor representa a identidade italiana seja justamente o Renascimento: e portanto não um Evento Fatal, mas uma inteira fase da nossa historia na qual, apesar de a Italia ainda nem existir como Estado-Nação, se fundem e convergem todos os elementos que vão se tornar o codigo genetico da nossa italianidade, e nossos valores profundos que produzem qualidade de vida: o Vitalismo Plural, a Criatividade no lazer, a Inteligencia Relacional, o Universalismo Intimo, e todas as outras "virtudes" que descreveremos na primeira parte do livro." de Il senso dell'Italia
Data de vencimento: 25 de fevereiro de 2010
" A tese que queremos propôr ao debate neste breve ensaio afirma que a Italia poderá nos proximos anos representar um papel totalmente novo na area internacional, se terá a ambição e a capacidade em valorizar seu proprio extraordinario talento em produzir felicidade cotidiana. Nesta missão a vocação estetica do nosso País deverá assumir uma centralidade que até hoje não adquiriu, priorizando o modelo produtivo e cultural que soubemos criar no passado, desde o Renascimento para cá. O sentido da Italia. Quando Raffaele Simone fala no seu livro Il paese del pressapoco (o País do mais ou menos) da falta de um Evento Fatal no qual os italianos possam se identificar, está certo: o Risorgimento Italiano (resurreição italiana de 1800 que levou á independencia da dominação estrangeira e à Italia Unida em 1860 - n.tr.) não reune as caracteristicas eroicas e decisivas para poder sustentar o sonho de todo um povo, e no fundo nem Garibaldi nos pertence exclusivamente(o heroi dos dois mundos..) Acreditamos que a fonte mais extraordinaria e que melhor representa a identidade italiana seja justamente o Renascimento: e portanto não um Evento Fatal, mas uma inteira fase da nossa historia na qual, apesar de a Italia ainda nem existir como Estado-Nação, se fundem e convergem todos os elementos que vão se tornar o codigo genetico da nossa italianidade, e nossos valores profundos que produzem qualidade de vida: o Vitalismo Plural, a Criatividade no lazer, a Inteligencia Relacional, o Universalismo Intimo, e todas as outras "virtudes" que descreveremos na primeira parte do livro." de Il senso dell'Italia
Data de vencimento: 25 de fevereiro de 2010
23/01/2009
PreSentimento 86. A Italia e o paradoxo da felicidade
Data do presentimento: 16 de janeiro de 2008
A Italia é o pais no mundo en que se vive mais: somente o Japão nos supera em alguns meses. A Italia é o pais no mundo em que mais se gostaria de viver, pelo meno por um periodo da vida (são dados de uma pesquisa internacional sobre 70 paises). A Italia é , com toda probabilidade, o pais em que a qualidade da vida "privada" (como se come, como a gente se veste, como se decora a casa, como se vive em familia, como se frequentam os amigos....) é a mais alta do mundo. A Italia é ainda hoje o pais em que em muitos setores as coisas são feitas bem, pelo simples gosto de faze-las bem, no classico esquema artezanal. A Italia é o pais em que a felicidade dos individuos poderia ser conseguida com uma certa facilidade... "Somos os maiores produtores mundiais de sensações" escreve Beppe Severgnini no seu divertente La testa degli Italiani (a cabeça dos italianos) , ultimo capitulo de uma longa reflexão deste autor sobre nossos vicios e virtudes.
No entanto a Italia continua sendo um pais em que os cidadões expressam ressentimento, falta de confiança e pessimismo até o limite do auto-lesionismo; estamos vivendo um paradoxo: o paradoxo italiano. Ilvo Diamanti na sua ultima pesquisa justo sobre a felicidade dos italianos, publicada no La Republica de 3 de janeiro (2008), esplica isso muito bem. No entanto deixa de evidenciar um ponto essencial: nossa tradição rural que ainda pesa sobre nossa cultura, não permite manifestar abertamente nossa felicidade. Nem mesmo admiti-la. Para o italiano mostrar-se feliz pode atrair a inveja do vizinho, e prevalece muito forte a verdadeira razão da nossa presumida infelicidade: se benzer do olho gordo.
Portanto aqui vai o presentimento sobre esta regra de vida tipica dos italianos, que ainda vai ficar valendo por muito tempo, muito bem resumida naquele modo de dizer tão pitoresco do dialeto napolitano: "chiagni e fotti"(chora, mas continua comendo).
Data de vencimento: 16 de janeiro de 2015
A Italia é o pais no mundo en que se vive mais: somente o Japão nos supera em alguns meses. A Italia é o pais no mundo em que mais se gostaria de viver, pelo meno por um periodo da vida (são dados de uma pesquisa internacional sobre 70 paises). A Italia é , com toda probabilidade, o pais em que a qualidade da vida "privada" (como se come, como a gente se veste, como se decora a casa, como se vive em familia, como se frequentam os amigos....) é a mais alta do mundo. A Italia é ainda hoje o pais em que em muitos setores as coisas são feitas bem, pelo simples gosto de faze-las bem, no classico esquema artezanal. A Italia é o pais em que a felicidade dos individuos poderia ser conseguida com uma certa facilidade... "Somos os maiores produtores mundiais de sensações" escreve Beppe Severgnini no seu divertente La testa degli Italiani (a cabeça dos italianos) , ultimo capitulo de uma longa reflexão deste autor sobre nossos vicios e virtudes.
No entanto a Italia continua sendo um pais em que os cidadões expressam ressentimento, falta de confiança e pessimismo até o limite do auto-lesionismo; estamos vivendo um paradoxo: o paradoxo italiano. Ilvo Diamanti na sua ultima pesquisa justo sobre a felicidade dos italianos, publicada no La Republica de 3 de janeiro (2008), esplica isso muito bem. No entanto deixa de evidenciar um ponto essencial: nossa tradição rural que ainda pesa sobre nossa cultura, não permite manifestar abertamente nossa felicidade. Nem mesmo admiti-la. Para o italiano mostrar-se feliz pode atrair a inveja do vizinho, e prevalece muito forte a verdadeira razão da nossa presumida infelicidade: se benzer do olho gordo.
Portanto aqui vai o presentimento sobre esta regra de vida tipica dos italianos, que ainda vai ficar valendo por muito tempo, muito bem resumida naquele modo de dizer tão pitoresco do dialeto napolitano: "chiagni e fotti"(chora, mas continua comendo).
Data de vencimento: 16 de janeiro de 2015
06/01/2009
PreSentimento 80. A visão inglesa da italia
Data do presentimento: 5 de janeiro de 2008
Os ingleses são o povo que desde sempre produzem as melhores analises sobre o temperamento dos italianos. Exemplos recentes são dois livros sobre o nosso País de muita sutileza e capacidade descritiva: o primeiro - traduzido também em italiano com o titulo Il cuore oscuro dell' Italia conta a experiencia autobiografica de Tobias Jones, um jornalista britanico que viveu muitos anos em Parma; o segundo de Jonathan White, mais academico e culto, mas também de grande interesse e originalidade, tem como o titulo Italy. The enduring culture, e relata os caracteres ocultos e permanentes do nosso ser italianos. Na mesma onda sutil temos o testemunho de Peter Mandelson - ex-conselheiro de Blair e grande conhecedor do nosso País - que em uma entrevista para La Stampa redimensionou com inteligencia aquela famosa caricatura de uma Italia deprimida proposta pelo New York Time e Times algum tempo atrás. Vale a pena ler diretamente a opinião dele: "Francamente aquela do Times me parece uma caricatura. Como em todas as caricaturas aparecem elementos reais, sendo depois forçados e transfigurados. Hoje o declino italiano periga tornar-se um lugar comum jornalistico. E quando leio analisis deste tipo me pergunto: se a Italia encontra-se efetivamente em uma situação tão catastrofica, porque cresce constantemente o numero daqueles que escolhem a Italia como meta turistica e como lugar para se trabalhar e morar? O problema, ao contrario, é a profunda falta de confiança no futuro, a sensação que a mudança terá um custo prevalentemente negativo que será suportado sempre e em todo caso nas costas de vocés italianos. Não se trata somente de uma tendencia cultural à auto-flagelação, mas de uma falta de convicção nos instrumentos que o país tem para enfrentar e vencer o desafio da mudança e da globalização." Quem lê este blog assiduamente sabe perfeitamente quanto esta opinião é por nós condividida.
O presentimento é que nos proximos 2 anos esta conscientização será mais difundida.
Data de vencimento: 5 de janeiro de 2010
Os ingleses são o povo que desde sempre produzem as melhores analises sobre o temperamento dos italianos. Exemplos recentes são dois livros sobre o nosso País de muita sutileza e capacidade descritiva: o primeiro - traduzido também em italiano com o titulo Il cuore oscuro dell' Italia conta a experiencia autobiografica de Tobias Jones, um jornalista britanico que viveu muitos anos em Parma; o segundo de Jonathan White, mais academico e culto, mas também de grande interesse e originalidade, tem como o titulo Italy. The enduring culture, e relata os caracteres ocultos e permanentes do nosso ser italianos. Na mesma onda sutil temos o testemunho de Peter Mandelson - ex-conselheiro de Blair e grande conhecedor do nosso País - que em uma entrevista para La Stampa redimensionou com inteligencia aquela famosa caricatura de uma Italia deprimida proposta pelo New York Time e Times algum tempo atrás. Vale a pena ler diretamente a opinião dele: "Francamente aquela do Times me parece uma caricatura. Como em todas as caricaturas aparecem elementos reais, sendo depois forçados e transfigurados. Hoje o declino italiano periga tornar-se um lugar comum jornalistico. E quando leio analisis deste tipo me pergunto: se a Italia encontra-se efetivamente em uma situação tão catastrofica, porque cresce constantemente o numero daqueles que escolhem a Italia como meta turistica e como lugar para se trabalhar e morar? O problema, ao contrario, é a profunda falta de confiança no futuro, a sensação que a mudança terá um custo prevalentemente negativo que será suportado sempre e em todo caso nas costas de vocés italianos. Não se trata somente de uma tendencia cultural à auto-flagelação, mas de uma falta de convicção nos instrumentos que o país tem para enfrentar e vencer o desafio da mudança e da globalização." Quem lê este blog assiduamente sabe perfeitamente quanto esta opinião é por nós condividida.
O presentimento é que nos proximos 2 anos esta conscientização será mais difundida.
Data de vencimento: 5 de janeiro de 2010
04/01/2009
A redescoberta do Daimon
Data do presentimento: 4 de janeiro de 2000
"Se analizamos a palavra Daimon no seu significado grego, assim como é usada por Socrates, Daimon é o genio que habita dentro de nós, e ao mesmo tempo fora de nós. O daimon nos conduz, nos ensina. O individuo é possuido por um Daimon, como nos ritos quando um Deus encarna-se em uma´pessoa e fala atravez da sua boca. No mundo contemporaneo podemos ser possuidos pelas ideias e pela sua força vital: uma força vita que está dentro de nós, faz pulsar nosso coração e abrir nossos pulmões. Nós somos possuidos por esta força de vida, que alguem chama de genios, e que nada mais é que a organização biologica, desenvolvida e transmitida de geração para geração. Somos ao mesmo tempo possuidos pela cultura que chega a nós pela sociedade, que nos ensina a linguagem, as normas, as regras, e ao mesmo tempo podemos dialogar com aquilo que nos possui e adquirir uma autonomia relativa, uma relativa liberdade."
Sem data de vencimento
"Se analizamos a palavra Daimon no seu significado grego, assim como é usada por Socrates, Daimon é o genio que habita dentro de nós, e ao mesmo tempo fora de nós. O daimon nos conduz, nos ensina. O individuo é possuido por um Daimon, como nos ritos quando um Deus encarna-se em uma´pessoa e fala atravez da sua boca. No mundo contemporaneo podemos ser possuidos pelas ideias e pela sua força vital: uma força vita que está dentro de nós, faz pulsar nosso coração e abrir nossos pulmões. Nós somos possuidos por esta força de vida, que alguem chama de genios, e que nada mais é que a organização biologica, desenvolvida e transmitida de geração para geração. Somos ao mesmo tempo possuidos pela cultura que chega a nós pela sociedade, que nos ensina a linguagem, as normas, as regras, e ao mesmo tempo podemos dialogar com aquilo que nos possui e adquirir uma autonomia relativa, uma relativa liberdade."
Sem data de vencimento
20/12/2008
Proposta 21. Monitorar as empresas inconsciente e instintivamente renascimentais.
Proposta 21. (12 de dezembro de 2008)
Um dos pontos do manifesto sobre o Terceiro Renascimento (veja na categoria "propostas" a de numero 17 , no ponto 9) propõem de recolher todas as experiencias desenvolvidas no territorio italiano nestes anos nos varios ambientes e ocasiões(dos festivais urbanos aos projetos distritais) para relançar suas potencialidades renascimentais além de suas proprias valenças locais, encontrando assim uma consciencia mais ampla de suas potencialidades. E esta vigesima primeira é portanto a proposta de tornar operante esta intenção, e de iniciar um monitoramento analitico a começar pelas milhares de empresas italianas - desde as maiores como Ferrero e Illycaffé às menores, como aquelas descritas nos livros sobre a excelencia do made in Italy (de Slow Economy à Nostra eccellenza), que encarnam, às vezes inconscientemente e instintivamente, o modelo do terceiro renascimento que estamos elaborando. Esta atividade de busca no territorio permitirá identificar e esclarecer os parametros sobre os quais poderemos definir a pleno titulo uma empresa na categoria da excelencia: centralidade da inovação fundamentada no territorio, capacidade de relacionamento humano, interdisciplinariedade, capacidades neo-artezanais aplicadas na logica industrila, transferencia virtuosa de conhecimento. Logo a partir da proxima semana iniciaremos portanto a mostrar as empresas exemplares que obedecer estes requisitos, e pedimos a todos vocés leitores para que nos indiquem outras experiencias empresariais - não importa a dimensão - que se alinham nesta direção. O objetivo declarado desta seleção é compôr um ranking das primeiras 100 empresas italianas que formarão a plataforma operativa do Terceiro Renascimento.
Um dos pontos do manifesto sobre o Terceiro Renascimento (veja na categoria "propostas" a de numero 17 , no ponto 9) propõem de recolher todas as experiencias desenvolvidas no territorio italiano nestes anos nos varios ambientes e ocasiões(dos festivais urbanos aos projetos distritais) para relançar suas potencialidades renascimentais além de suas proprias valenças locais, encontrando assim uma consciencia mais ampla de suas potencialidades. E esta vigesima primeira é portanto a proposta de tornar operante esta intenção, e de iniciar um monitoramento analitico a começar pelas milhares de empresas italianas - desde as maiores como Ferrero e Illycaffé às menores, como aquelas descritas nos livros sobre a excelencia do made in Italy (de Slow Economy à Nostra eccellenza), que encarnam, às vezes inconscientemente e instintivamente, o modelo do terceiro renascimento que estamos elaborando. Esta atividade de busca no territorio permitirá identificar e esclarecer os parametros sobre os quais poderemos definir a pleno titulo uma empresa na categoria da excelencia: centralidade da inovação fundamentada no territorio, capacidade de relacionamento humano, interdisciplinariedade, capacidades neo-artezanais aplicadas na logica industrila, transferencia virtuosa de conhecimento. Logo a partir da proxima semana iniciaremos portanto a mostrar as empresas exemplares que obedecer estes requisitos, e pedimos a todos vocés leitores para que nos indiquem outras experiencias empresariais - não importa a dimensão - que se alinham nesta direção. O objetivo declarado desta seleção é compôr um ranking das primeiras 100 empresas italianas que formarão a plataforma operativa do Terceiro Renascimento.
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05/11/2008
PreSentimento 49. A geografia de cada um
Um grande autor, conhecedor da sua cidade e apaixonado por gente e pelo genius loci...
Data do presentimento: 5 de novembro de 1994
" Enquanto adentrava nesta geografia toda mental, perguntando-me com quais outros materiais da minha vida teria criado "ele", embati também em alguns detalhes esqualidos: um rico e zeloso vizinho do qual minha mae cantava elogios; a sombra de um general ocidentalizado ocupado a salvar sua patria; a figura do protagonista de um livro lido cinco vezes da primeira à ultima pagina; um professor que nos castigava com seus silencios; um colega de aula tão rico que, além de ter condição de trocar as meias todos os dias, chamava seus pais de senhor e senhora; famosos escritores, filosofos, cientistas, exploradores e inventores dos quais tinha lido a vida nos prefacios dos seuslivros ... . Personagens comparecendo um atrás do outro para me atrair aqui e alí , como muitos nomes familiares em um mapa, enquanto eu ficava alí apoiado ao muro da mesquita, muito depois da meia noite. Estava excitado como uma criança que olha pela primeira vez o mapa do bairro em que viveu a vida toda. Eu o tinha construido com base nas minhas lembranças, nas personagens da minha memoria. Esta monstruosidade, este mosaico formado pela multidão de pessoas colecionadas por mim um a um, constituia a alma do olho que tinha deixado pairar em cima de mim e que agora se tornava uma coisa só com meu olhar.
Data de vencimento: não chegada
Data do presentimento: 5 de novembro de 1994
" Enquanto adentrava nesta geografia toda mental, perguntando-me com quais outros materiais da minha vida teria criado "ele", embati também em alguns detalhes esqualidos: um rico e zeloso vizinho do qual minha mae cantava elogios; a sombra de um general ocidentalizado ocupado a salvar sua patria; a figura do protagonista de um livro lido cinco vezes da primeira à ultima pagina; um professor que nos castigava com seus silencios; um colega de aula tão rico que, além de ter condição de trocar as meias todos os dias, chamava seus pais de senhor e senhora; famosos escritores, filosofos, cientistas, exploradores e inventores dos quais tinha lido a vida nos prefacios dos seuslivros ... . Personagens comparecendo um atrás do outro para me atrair aqui e alí , como muitos nomes familiares em um mapa, enquanto eu ficava alí apoiado ao muro da mesquita, muito depois da meia noite. Estava excitado como uma criança que olha pela primeira vez o mapa do bairro em que viveu a vida toda. Eu o tinha construido com base nas minhas lembranças, nas personagens da minha memoria. Esta monstruosidade, este mosaico formado pela multidão de pessoas colecionadas por mim um a um, constituia a alma do olho que tinha deixado pairar em cima de mim e que agora se tornava uma coisa só com meu olhar.
Data de vencimento: não chegada
01/11/2008
PreVisão 52. Anos '70 e cidadania
Esta previsão que vence justo hoje, como vocés podem ver, nos leva ás aulas na praça que nestes dias marcaram de maneira mais imprevisivel e inteligente o protesto contra o decreto sobre as escolas. Recomeçar pela cidadania constitue um sinal encorajador para o futuro.
Data da previsão: primeiro de novembro de 2007
A condição urbana - dramatica sob muitos aspectos nas megalopolis do Mexico ou do Brasil, da India ou da China - constitue uma base ideal de investigação. É isto que, na esteira dos surrealistas, os situacionistas dos anos Sessenta tinham intuido praticando aquela que chamavam de "deriva urbana" ou "psicogeografia". A cidade se tornava para eles um terreno de aventura, em que a dimensão ludica e a onirica tinham um lugar de honra. A deriva em uma cidade - em grupo ou sozinhos - dava ocasião para explorar um espaço definido, confrontando-se com todas as possiveis e multiplas diversidades, vivendo assim utopias intersticiais. A exposição inaugurada na Trienal e dedicada aos anos '70, devolve esta riqueza e indica o caminho para os paises emergentes. A navegação na galaxia dos estilos de pensamento, por milhões de jovens sulamericanos ou chineses, deveria de alguma maneira permitir uma experiencia parecida. De resto, no territorio também está acontecendo isso tudo: estes lugares caoticos e excitantes herdaram esta tensão em direção á deriva e á aventura, trocando simbolos entre si, não somente produtos de consumo, mas a possibilidade também de novas experiencias relacionais. O importante é que não sejam experiencias univocas e impostas, mas que constituam somente um elemento da propria experiencia de vida: nesta dimensão não é dificil prever para os proximos anos uma grande revitalização do proprio conceito de cidadania, a partir dos paises emergentes.
Data de vencimento: primeiro de novembro de 2008
Data da previsão: primeiro de novembro de 2007
A condição urbana - dramatica sob muitos aspectos nas megalopolis do Mexico ou do Brasil, da India ou da China - constitue uma base ideal de investigação. É isto que, na esteira dos surrealistas, os situacionistas dos anos Sessenta tinham intuido praticando aquela que chamavam de "deriva urbana" ou "psicogeografia". A cidade se tornava para eles um terreno de aventura, em que a dimensão ludica e a onirica tinham um lugar de honra. A deriva em uma cidade - em grupo ou sozinhos - dava ocasião para explorar um espaço definido, confrontando-se com todas as possiveis e multiplas diversidades, vivendo assim utopias intersticiais. A exposição inaugurada na Trienal e dedicada aos anos '70, devolve esta riqueza e indica o caminho para os paises emergentes. A navegação na galaxia dos estilos de pensamento, por milhões de jovens sulamericanos ou chineses, deveria de alguma maneira permitir uma experiencia parecida. De resto, no territorio também está acontecendo isso tudo: estes lugares caoticos e excitantes herdaram esta tensão em direção á deriva e á aventura, trocando simbolos entre si, não somente produtos de consumo, mas a possibilidade também de novas experiencias relacionais. O importante é que não sejam experiencias univocas e impostas, mas que constituam somente um elemento da propria experiencia de vida: nesta dimensão não é dificil prever para os proximos anos uma grande revitalização do proprio conceito de cidadania, a partir dos paises emergentes.
Data de vencimento: primeiro de novembro de 2008
22/10/2008
PreSentimento 44. Dois termos japoneses
Data do presentimento: 22 de outubro de 2007
Muitas exposições sobre o Japão neste periodo do ano. Vamos então prestar atenção a dois termos relevantes na cultura japonesa, que digamos nos Estados Unidas - mas na Europa também - se revelariam não somente incomprensiveis como inconcebiveis também: Aimai e Amae. O termo aimai indica o sentido de ambiguidade que atravessa tanto a lingua como a vida japonesa. Aquilo que não é distinto de modo preciso e portanto não pode ser contradito. Aquilo que não pode ser claramente descrito e portanto é delegado á linguagem não verbal. Aquilo que não pode estragar o Wa, a harmonia da comunidade, porque não pode simplesmente ser enunciado, nem portanto debatido, ficando no sub-bosque do indistinto, sem turbar a regra da unanimidade e do compromisso antes ainda que seja posta na mesa uma discussão.
Por outro lado em amae se manifesta o conceito da dependencia, da ligação e da benevolencia dos outros; do sentir-se constantemente em divida( ou em credito) com alguém, ou melhor, com o mundo da comunidade. A criança japonesa vive nos primeiros anos sua dependencia de maneira muito livre e feliz, para depois, na idade escolar, entrar na fase dos sacrificios e da dependencia da comunidade e das suas regras, das quais não sairá nunca mais.
O presentimento é que nos proximos 10 anos o Ocidente precisará comprender melhor a verdade destes termos.
Data de vencimento: 22 de outubro de 2017
Muitas exposições sobre o Japão neste periodo do ano. Vamos então prestar atenção a dois termos relevantes na cultura japonesa, que digamos nos Estados Unidas - mas na Europa também - se revelariam não somente incomprensiveis como inconcebiveis também: Aimai e Amae. O termo aimai indica o sentido de ambiguidade que atravessa tanto a lingua como a vida japonesa. Aquilo que não é distinto de modo preciso e portanto não pode ser contradito. Aquilo que não pode ser claramente descrito e portanto é delegado á linguagem não verbal. Aquilo que não pode estragar o Wa, a harmonia da comunidade, porque não pode simplesmente ser enunciado, nem portanto debatido, ficando no sub-bosque do indistinto, sem turbar a regra da unanimidade e do compromisso antes ainda que seja posta na mesa uma discussão.
Por outro lado em amae se manifesta o conceito da dependencia, da ligação e da benevolencia dos outros; do sentir-se constantemente em divida( ou em credito) com alguém, ou melhor, com o mundo da comunidade. A criança japonesa vive nos primeiros anos sua dependencia de maneira muito livre e feliz, para depois, na idade escolar, entrar na fase dos sacrificios e da dependencia da comunidade e das suas regras, das quais não sairá nunca mais.
O presentimento é que nos proximos 10 anos o Ocidente precisará comprender melhor a verdade destes termos.
Data de vencimento: 22 de outubro de 2017
19/10/2008
PreSentimento 41. Condivisões tribais
Data do presentimento: 19 de outubro de 2007
Lembramos varias vezes como o cruzamento cultural que caracteriza as sociedades atuais contribua a divulgar o interesse por experiencias de vida diferentes, distantes da sua propria cultura de origem. Por outro lado, a inspiração etnica mostra-se como uma das sensibilidades que historicamente influenciam as culturas dos jovens. Suas origens podem ser encontradas no movimento hippie que, de todos, foi aquele mais proximo da ideia de uma fraternidade entre individuos de raça e etnia diferentes, e no interesse pela India, que para muitos jovens daquela epoca representava o ponto de chegada de um caminho espiritual e tornava-se, para muitos musicos, inclusive os propios Beatles, a fonte de novas inspirações criativas.
Diferentemente, os individuos hoje envolvidos no fenomeno do tribal gathering, literalmente condivisão e reunião tribal, chegam da realidade das periferia urbanas (especialmente na França, Inglaterra, Alemanha), onde está vivo o confronto/choque entre culturas e modos de vida diferentes. Representantes de uma cultura marginal, procuram lugares de consumo alternativos, onde se podem comprar roupas, acessorios e objetos a preços baixos e de feitura simples, como Spitafield Market em Londres, um mercadinho do etnico, do retro e do usado, muito ativos também em Berlim ou Marselha. Nasce assim uma nova cultura fusion - não mais pela inspiração dos estilistas ou dos grandes chefs - mas do baixo, que nos proximos 6 anos invadirá o mercado de massa trazendo nova força á contaminação etnica e ao cruzamento, além das barreiras ideologicas.
Data de vencimento: 19 de outubro de 2013
Lembramos varias vezes como o cruzamento cultural que caracteriza as sociedades atuais contribua a divulgar o interesse por experiencias de vida diferentes, distantes da sua propria cultura de origem. Por outro lado, a inspiração etnica mostra-se como uma das sensibilidades que historicamente influenciam as culturas dos jovens. Suas origens podem ser encontradas no movimento hippie que, de todos, foi aquele mais proximo da ideia de uma fraternidade entre individuos de raça e etnia diferentes, e no interesse pela India, que para muitos jovens daquela epoca representava o ponto de chegada de um caminho espiritual e tornava-se, para muitos musicos, inclusive os propios Beatles, a fonte de novas inspirações criativas.
Diferentemente, os individuos hoje envolvidos no fenomeno do tribal gathering, literalmente condivisão e reunião tribal, chegam da realidade das periferia urbanas (especialmente na França, Inglaterra, Alemanha), onde está vivo o confronto/choque entre culturas e modos de vida diferentes. Representantes de uma cultura marginal, procuram lugares de consumo alternativos, onde se podem comprar roupas, acessorios e objetos a preços baixos e de feitura simples, como Spitafield Market em Londres, um mercadinho do etnico, do retro e do usado, muito ativos também em Berlim ou Marselha. Nasce assim uma nova cultura fusion - não mais pela inspiração dos estilistas ou dos grandes chefs - mas do baixo, que nos proximos 6 anos invadirá o mercado de massa trazendo nova força á contaminação etnica e ao cruzamento, além das barreiras ideologicas.
Data de vencimento: 19 de outubro de 2013
10/10/2008
Proposta 3: Alimentar a rede de italicos no mundo
Data da proposta: 8 agosto 2008
A terceira proposta é relativa á italian way , o made in Italy , o sentido da Italia. Mudando para um terreno novo e pouco visitado, alimentando uma rede de italicos no mundo, rede que já existe. A publicação do libelo " Italici. Il possibile futuro di una community globale" (Italicos, o possivel futuro de uma comunidade global), convalida definitivamente a longa gestação da intuição que Piero Bassetti apresentou a 15 anos quando, no meio da incredulidade geral, iniciou a trabalhar sobre o conceito de italicos, ou seja , de uma comunidade global por volta de 150 milhões de pessoas , que no mundo exprimem não somente um estilo de vida, mas também um estilo de pensamento á italiana, que podemos definir italian way , e que vai muito além do made in Italy, e da nação italiana fechada entre seus confins.
O livro se articula a partir de uma longa entrevista concedida recentemente por Piero Bassetti , na qual expoem todas as etapas evolutivas da italicidade e se conclui com um Manifesto dos glocalistas, no qual são recuperados alguns momentos da teoria da complexidade que tanto influiu na elaboração da antropologia post-colonial. O que rende extraordinariamente fertil e original o trabalho de Bassetti é a aplicação destes conceitos á realidade e á cultura italiana no mundo, que o autor define como diasporas e que se mostram como perfeitas interpretes daquela que nos temos definido a estrategia do beija-flor .
Bassetti compara a comunidade global italica com o Commonwealth de culturas, de experiencias, de ideais, uma busca por uma união de todas as pessoas que tenham uma raiz italiana, e- nos completamos- que tenham aquela sensibilidade, aquele gosto, aquela maneira de pensar , que constitue um extraordinario patrimonio(asset) no mundo para sustentar uma visão da vida mais proxima aos valores do Terceiro Renascimento: in um mundo do conhecimento em que a inovação seja o momento no qual o saber e o poder se encontram para fazer a tradição, os valores, a historia.
A proposta portanto é : completar a rede italica con participações, sugestões e ideias que possam alimentar esta visão ajudando a Italia a se tornar o ponto de referencia mundial para o lançamento de um Terceiro Renascimento.
(leia as outras propostas na categoria: Terceiro Renascimento)
A terceira proposta é relativa á italian way , o made in Italy , o sentido da Italia. Mudando para um terreno novo e pouco visitado, alimentando uma rede de italicos no mundo, rede que já existe. A publicação do libelo " Italici. Il possibile futuro di una community globale" (Italicos, o possivel futuro de uma comunidade global), convalida definitivamente a longa gestação da intuição que Piero Bassetti apresentou a 15 anos quando, no meio da incredulidade geral, iniciou a trabalhar sobre o conceito de italicos, ou seja , de uma comunidade global por volta de 150 milhões de pessoas , que no mundo exprimem não somente um estilo de vida, mas também um estilo de pensamento á italiana, que podemos definir italian way , e que vai muito além do made in Italy, e da nação italiana fechada entre seus confins.
O livro se articula a partir de uma longa entrevista concedida recentemente por Piero Bassetti , na qual expoem todas as etapas evolutivas da italicidade e se conclui com um Manifesto dos glocalistas, no qual são recuperados alguns momentos da teoria da complexidade que tanto influiu na elaboração da antropologia post-colonial. O que rende extraordinariamente fertil e original o trabalho de Bassetti é a aplicação destes conceitos á realidade e á cultura italiana no mundo, que o autor define como diasporas e que se mostram como perfeitas interpretes daquela que nos temos definido a estrategia do beija-flor .
Bassetti compara a comunidade global italica com o Commonwealth de culturas, de experiencias, de ideais, uma busca por uma união de todas as pessoas que tenham uma raiz italiana, e- nos completamos- que tenham aquela sensibilidade, aquele gosto, aquela maneira de pensar , que constitue um extraordinario patrimonio(asset) no mundo para sustentar uma visão da vida mais proxima aos valores do Terceiro Renascimento: in um mundo do conhecimento em que a inovação seja o momento no qual o saber e o poder se encontram para fazer a tradição, os valores, a historia.
A proposta portanto é : completar a rede italica con participações, sugestões e ideias que possam alimentar esta visão ajudando a Italia a se tornar o ponto de referencia mundial para o lançamento de um Terceiro Renascimento.
(leia as outras propostas na categoria: Terceiro Renascimento)
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