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18/12/2008

()PreVisione 76. Italianos tristes ou felizes?

O ano que passou- desta vez - infelismente não sinalizou a direção desta previsão: mas ainda nos restam 4 anos para que se realize. Vamos arregaçar as mangas....

Data da previsão: 18 de dezembro de 2007
Uma contribuição preciosa ao debate destes dias sobre a identidade e a presumida tristeza dos italianos, lançado pelo artigo do correspondente do New York Times na Italia, vem da leitura do otimo livro de Sebastiano Vassalli cujo titulo é exatamente L' italiano. Uma coletanea de doze historias breves a respeito de personagens italianos reais, que ao mesmo tempo encarnam os tipos nacionais: o doge (autoridade maxima na Veneza renascimental tr.), o padre, o comendador, o pai da patria, o tenor, o transformista, o carabiniere (policial militar it.tr), a feminista, os dois revolucionarios, o senhor B., chamado também o arcitaliano. A leitura destas historias - relacionadas a pessoas reais identificadas com nome e sobrenome, como Crispi, Sibilla Aleramo, Togliatti, Sofri - nos entroduzem, para começar, à extraordinaria complexidade e subtileza do "tipo italiano" cuja analise certamente não está ao alcance de um jornalista americano por mais brilhante e informado ele possa ser. È uma questão de sensibilidade. De dupla e tripla leitura da realidade. Perguntado se é feliz, italiano nenhum responderia afirmativamente, sem "se" nem "mas". Os "se" e os "mas" fazem parte da essencia da inteligencia italiana, e fica quase impossivel prescindir deles, em uma reflexão condividida pela maioria acerca do nosso destino. Mostrar-se feliz, na Italia, não é aconselhavel, não fosse que para afugentar o azar. Para afinal descobrir - pelos parametros objetivos que medem a qualidade da vida, incluindo a longevidade - que o italiano é o povo mais feliz do mundo, ou seja aquele que complexivamente vive melhor. Os unicos que comprendem geralmente são os outros.
A previsão é que nos proximos 5 anos vamos começar nós também a comprender isso, e a nos tornar mais orgulhosos por aqueles que somos.
Data de vencimento: 18 de dezembro de 2012

04/12/2008

()PreSentimento 64. Amor pelosprodutos ou pelos consumidores?

Data do presentimento: 4 de dezembro de 2007
No livro Lovemarks de Kevin Roberts - sobre a relação afetiva com a brand - é mostrada uma grande mistificação: estão querendo que nós acreditemos que as brands mais cultuadas nascem do amor pelos os consumidores, ou envolvendo as comunidades reunidas em volta deles. Querem que nós acreditemos que Luciano Benetton, Michele Ferrero (Nutella,Rocher,TicTac), ou Lorenzo Fluxá (criador dos sapatos Camper) e muitos outros empresarios geniais teriam inventado e lançado suas firmas movidos pelo amor ao consumidor! Isto é simplesmente falso e lendo nas entrelinhas das suas entervistas - publicadas no mesmo livro - dá para perceber muito bem: é verdade, fala-se de amor e paixão, mas transparece claramente que o objeto deste amor é o proprio produto, o saber fazer, a capacidade de imaginar uma vida do produto além dos desejos dos consumidores, que nos tempos do seu inicio eram de certo bem diferentes! A Nutella nunca teria nascido se se pensasse nos consumidores, assim como os sapatos Camper ou os moletons coloridos da Benetton. Aquilo que emerge destes casos é de fato o talento, a criatividade aplicada, a capacidade de olhar além do consumidor, para alimentar o sonho de um futuro para um produto que ainda não existe, menos ainda na mente dos consumidores; assim como nos casos da Apple ou da Virgin. Os vedadeiros emprendedores - como Steve Jobs ou Richard Branson - estão apaixonados por uma ideia, por um sonho inovativo: as pessoas e os consumidores vem em um segundo momento.
O presentimento é que continuará assim no futuro proximo também. Outra coisa é a capacidade de reunir comunidades, consenso, paixão e entusiasmo em volta do produto ou do serviço criado com tamanho talento visionario: neste ponto os anglo-saxões são excelentes, enquanto nós italianos muito menos....
Data de vencimento: 4 de dezembro de 2009