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23/07/2009

Proposta 1. Ensinar as regras do capitalismo 3.0

Depois de um ano da data desta proposta estamos trabalhando com uma dezena de universidades na Italia e no mundo sobre esta hipotese, justo através da atividade da Associação The Renaissance Link....
Data da proposta: 25 de julho de 2008
Fundamental na construção do Terceiro Renascimento e da sua visão, è a leitura do livro Capitalismo 3.0. O planeta patrimonio de todos. de Peter Barnes, que esclarece a possivel evolução - sem ingenuos rasgos revolucionarios - do nosso sistema capitalistico para uma forma mais consciente de visão politico-social que justamente o autor define up-grading do programa operativo da nossa sociedade. Os ultimos 10 anos de fato demonstraram - no impulso do movimento global e de muitas associações e fundações - a insustentabilidade do modelo economico, social e financeiro construido até hoje. Nos ultimos anos e na passagem do milenio está emergindo especialmente com força a centralidade dos "commons", ou seja dos bens comuns como ar, agua, informação, inteligenci e laços sociais, que não podem ser divididos e privatizados ainda mais, e que não podem ser administrados por meio das classicas logicas proprietarias. E isso não por causa de bondade ou de uma ideologia, mas por causa da propria sobrevivencia do nosso planeta e da nossa vida social. Por causa da propria sustentabilidade do sistema.
Barnes identifica - com a clareza e lucidez tipica dos anglo-saxões - tres grandes categorias sujeitas as novas logicas dos "commons": o meio ambiente, a cultura e os laços sociais; e sobre estes imagina a definição de um novo contrato social com as gerações futuras que destes bens correm ser privados. Esta è a intuição que torna a visão unica e potente, e que torna-se portanto esta nossa primeira proposta, para inscrever-se na dimensão nascente do Terceiro Renascimento, no encontro com o capitalismo 3.0 e na corrente da emoção sustentavel, onde se cruzam os interesses de pais e filhos, empresarios e trabalhadores.
A proposta é de lançar hipoteses concretas, ideias e praticas para enriquecer esta visão, trabalhando com as empresas. Em todas as facultades de Economia será preciso começar a ensinar o Capitalismo 3.0: comecemos pela Bocconi e as Universidades milanesas, aproveitando da sincronia com a Expo 2015 que propõe justamente estes argumentos, e vamos movimentar este Circulo Virtuoso. Sei de muitos professores universitarios que acompanham este blog: comecemos então este dialogo.

13/07/2009

PreSentimento 167. O escritorio como animal ofegante

Data do presentimento: 13 de julho de 2008
Voltamos ao livro de Danilo Premoli sobre o futuro do escritorio : Dez anos depois: o projeto Escritorio no inicio do novo milenio, sobre o qual já falamos no post de 9 de julho. O argumento vale a pena. Imaginando o escritorio de hoje e de amanhã Luigi Giaffone fala de espaços de hospitalidade, de relax, de learning. King e Miranda concentram sua atenção sobre o homem, dando espço ao simbolo das mãos. Ferruccio laviani fala em personalização dos espaços e Piero Lissoni de espaços de decompressão para o pensamento. Com certeza o escritorio do futuro será uma caixa cheia de surpresas, em um contexto definido por longas mesas que como afirma Alessandro Mendini "se tornam quase uma toponomastica", ou por transparencias que como afirma Franco Mirenzi se tornam moda, transformando os limites internos de tangiveis em intangiveis. Comprender a expressão fisica do escritorio do futuro significa antes de tudo reconhecer de maneira iluminista os progressos da tecnologia, a presença de plataformas digitais, que regulam a comunicação entre escritorio e o espaço em volta: um cenario motivador para equipes de trabalho que, como afirmam Luciano Pagani e Angelo Perversi reconhecem nele o aspecto cenografico, com simbologias que Franco Raggi considera mais incisivas do que no espaço domestico. o Novo Renascimento que Massimo Scolari evoca na sua reflexão, se encarna portanto nas relações entre as coisas, a estetica e o contexto socio-cultural evocado por Stefano Marzano, até chegar até àquele ideal de mosteiro proposto por mario Trimarchi, e para alimentar uma ideia de sustentabilidade que como fala Matteo Thun não se limita ao visivel. A sintese final´`e proposta por Ettore Sottsass que com a sabedoria do mestre por todos nos pranteado, imagina o escritorio como "um animal ofegante, em movimento perpetuo"
Data de vencimento 13 de julho de 2015

09/07/2009

PreVisão 169. O Escritorio é duro na queda.

Data da previsão: 9 de julho de 2008.
Ser responsavel significa fazer escolhas conscientes. Assumir a carga, até o fim, das proprias escolhas significa ser livre. Nisso consiste nossa humanidade: ser empresarios, executivos e designer iluminados da nossa liberdade consciente. O escritorio do futuro deve alimentar-se portanto de substancia e qualidade experimentada dos conteudos, ainda encarnando o lugar da nossa atividade no mundo. O escritorio não vai acabar nem se dissolver no cottage eletronico previsto por eminentes futurologos. O escritorio é duro na queda. Não vamos trabalhar em casa como muitos estavam prevendo. Quase todos os entrevistados reunidos por Danilo Premoli em um belo livro de reflexões profundas , Dez anos depois. O projeto escritorio no começo do novo milenio, tem a virtude e a humildade de repensar suas ideias, depois de 10 anos, e hoje o espaço do escritorio manifesta-se como necessidade experimental permanente, especialmente na cotidianidade do trabalho. Como forma consciente de retomar posse do valor da experiencia professional. Emilio Ambasz fala em objetos iluminados aptos a abrir-nos os olhos. Giovanni Anceschi de happening e envolvimento emotivo. Dante Benini de dignidade do trabalho. Mario Cucinella de prazer, aprazibilidade e qualidade da luz. Todos aludem a uma necessidade de humanização, e também de definição e certificação dos procedimentos, de qualidade e valores materiais e imateriais. Compreensão e definição das novas funções do escritorio. Uma maneira nova de iluminar a realidade da vida cotidiana através de uma responsabilidade clara do projeto que depois de muitos anos consiga reconciliar forma e função, necessidades eticas e necessidades esteticas. No signo de uma qualidade de vida regenerada, que perpasse os espaços dos nossos escritorios. Este argumento é importante , e vamos voltar a ele com outros testemunhos.
Data de vencimento: 9 de julho 2015

02/01/2009

PreSentimento 76. Apple e a elite de massa

Data do presentimento: 1 de janeiro de 2008
O bom livro de Antonio Dini - um dos muitos autores de Nova 100 - dedicado ao fenomeno Apple, cujo titulo emblematico é Emoção Apple, identifica com lucidez algumas chaves do sucesso desta empresa tão especial, que sozinhas poderiam completar um manual de marketing avançado: retornar à inovação, retornar à criatividade, retornar à visão. Exatamente estes retornos foram evocados pelo fundador Steve Jobs no famoso discurso de volta à companhia em 1997, depois do afastamento da sua criatura (por 11 anos) por obra do Ceo Sculley, que o proprio Jobs tinha escolhido em 1985 para melhorar a eficiencia da empresa no mercado. Desde a volta de Jobs na Apple a corrida singular para a convergencia digital entre design e tecnologia não tive pausas ou incertezas, e provou ser vencedora, transformando a Apple na brand mais inovadora de todos os tempos. O pulo da informatica para a musica e depois para a telefonia tem-se mostrado possivel pela simples razão que a Apple tem construido nestes anos uma solida credibilidade e um estilo de pensamento digital, solicitando uma experiencia de consumo absolutamente gratificante do ponto de vista estetico, perceptivo e funcional. Todas as barreiras do marketing tradicional foram demolidas: a segmentação nos preços, e no mercado, e até as diferencias geracionais foram eliminadas por um produto tão universal e igualmente admirado por milhões de individuos, unicos porém unidos por uma mesma paixão, que os transformou em uma elite de massa. Verdadeiro paradoxo que nos proximos 4 anos iremos encontrar se alastrando não somente no setor das tecnologias.
Data de vencimento: 1 de janeiro de 2012

26/12/2008

Proposta 21. Integração natalina e artezanal

No dia de Natal os bons sentimentos se reforçam, bem como os propositos para o futuro. Por isso estou voltando à ultima proposta(21) comentada em 12 de dezembro ultimo, e informo os leitores sobre o inicio do projeto do grupo do Terceiro Renascimento que está se encontrando a nove meses em Milano: descobrir no territorio italiano todas aquelas empresas "invisiveis" ( de pequenas dimensões e sem vocação ao marketing nem à comunicação) que encarnam inconscientemente os valores do Terceiro Renascimento, para envolve-las em um projeto mais amplo de crescimento e de reconhecimento, possibilitando visibilidade e conscientização a elas, e a nós linfa vital para o futuro, demonstrando que o made in Italy não está morto e ao contrario tem inumeras possibilidades de desenvolvimento. Uma visão consistente nesta direção nos é proporcionada pelo ultimo livro de Richard Sennet L'uomo artigiano(o homem artezão), onde o autor propõe recuperar as motivações e os talentos do artezão para modificar os paradigmas da qualidade que a sociedade industrial instaurou.

Proposta 21. (12 dezembro de 2008)
Um dos pontos do manifesto sobre o Terceiro Renascimento (veja na categoria "propostas" a de numero 17 , no ponto 9) propõem de recolher todas as experiencias desenvolvidas no territorio italiano nestes anos nos varios ambientes e ocasiões(dos festivais urbanos aos projetos distritais) para relançar suas potencialidades renascimentais além de suas proprias valenças locais, encontrando assim uma consciencia mais ampla de suas potencialidades. E esta vigesima primeira é portanto a proposta de tornar operante esta intenção, e de iniciar um monitoramento analitico a começar pelas milhares de empresas italianas - desde as maiores como Ferrero e Illycaffé às menores, como aquelas descritas nos livros sobre a excelencia do made in Italy (de Slow Economy à Nostra eccellenza), que encarnam, às vezes inconscientemente e instintivamente, o modelo do terceiro renascimento que estamos elaborando. Esta atividade de busca no territorio permitirá identificar e esclarecer os parametros sobre os quais poderemos definir a pleno titulo uma empresa na categoria da excelencia: centralidade da inovação fundamentada no territorio, capacidade de relacionamento humano, interdisciplinariedade, capacidades neo-artezanais aplicadas na logica industrila, transferencia virtuosa de conhecimento. Logo a partir da proxima semana iniciaremos portanto a mostrar as empresas exemplares que obedecer estes requisitos, e pedimos a todos vocés leitores para que nos indiquem outras experiencias empresariais - não importa a dimensão - que se alinham nesta direção. O objetivo declarado desta seleção é compôr um ranking das primeiras 100 empresas italianas que formarão a plataforma operativa do Terceiro Renascimento.

24/12/2008

PreVisão 79. O Renascimento chega de fora

De um ano para cá quase tudo mudou completamente, mas a força do export continua a alimentar este bom made in Italy....Vamos meditar sobre isso....Feliz Natal...

Data da previsão: 24 de dezembro de 2007
Os dados recentes relativos ao export italiano - superiores a qualquer otimistica expectativa - demonstram aquilo que estamos repetindo a muito tempo: o terceiro renascimento italiano se originará a partir do exterior, do olhar de quem nos valoriza "de fora", longe portanto de nossas pateticas lamentações. Mais cedo ou mais tarde este olhar vai bater até que enfim no fundo dos nossos olhos. E talvez somente desta maneira vamos descobrir o orgulho que na nossa historia milenar nunca encontramos o momento de cultivar. Um presente de Natal nestes tempos que insiste em nos fazer sentir falidos. Enquanto isso, como tem declarado nossa otima ministra Emma Bonino "Estamos vendendo de tudo no mundo todo: elicopteros para os americanos, espumante para os russos, oculos aos coreanos, iates aos franceses, poltronas aos alemães, queijo até no Japão. Ainda não vendemos geladeiras aos esquimós nem aquecedores aos Tuareg, mas vamos chegar lá...". Superamos a tão celebrada Espanha e a Alemanha também, nas exportações; o Euro está forte e até periga tornar-se uma plusvalencia em termos de percepção de valor para os nossos produtos. Os segmentos tradicionais do made in Italy, que estariam sufocando pela concorrencia chinesa, sinalizam brilhante vitalidade com taxas de crescimento entre 15% e 20%(!!), justo nos mercados que supostamente deveriam destruir nossa competitividade.
A previsão é que o saldo positivo vai se reforçar nos proximos 3 anos, e que enfim nós também iremos tomar consciencia, reconhecer e enfatizar nosso potencial no mundo.
Data de vencimento: 24 de dezembro de 2010

20/12/2008

Proposta 21. Monitorar as empresas inconsciente e instintivamente renascimentais.

Proposta 21. (12 de dezembro de 2008)
Um dos pontos do manifesto sobre o Terceiro Renascimento (veja na categoria "propostas" a de numero 17 , no ponto 9) propõem de recolher todas as experiencias desenvolvidas no territorio italiano nestes anos nos varios ambientes e ocasiões(dos festivais urbanos aos projetos distritais) para relançar suas potencialidades renascimentais além de suas proprias valenças locais, encontrando assim uma consciencia mais ampla de suas potencialidades. E esta vigesima primeira é portanto a proposta de tornar operante esta intenção, e de iniciar um monitoramento analitico a começar pelas milhares de empresas italianas - desde as maiores como Ferrero e Illycaffé às menores, como aquelas descritas nos livros sobre a excelencia do made in Italy (de Slow Economy à Nostra eccellenza), que encarnam, às vezes inconscientemente e instintivamente, o modelo do terceiro renascimento que estamos elaborando. Esta atividade de busca no territorio permitirá identificar e esclarecer os parametros sobre os quais poderemos definir a pleno titulo uma empresa na categoria da excelencia: centralidade da inovação fundamentada no territorio, capacidade de relacionamento humano, interdisciplinariedade, capacidades neo-artezanais aplicadas na logica industrila, transferencia virtuosa de conhecimento. Logo a partir da proxima semana iniciaremos portanto a mostrar as empresas exemplares que obedecer estes requisitos, e pedimos a todos vocés leitores para que nos indiquem outras experiencias empresariais - não importa a dimensão - que se alinham nesta direção. O objetivo declarado desta seleção é compôr um ranking das primeiras 100 empresas italianas que formarão a plataforma operativa do Terceiro Renascimento.

04/12/2008

()PreSentimento 64. Amor pelosprodutos ou pelos consumidores?

Data do presentimento: 4 de dezembro de 2007
No livro Lovemarks de Kevin Roberts - sobre a relação afetiva com a brand - é mostrada uma grande mistificação: estão querendo que nós acreditemos que as brands mais cultuadas nascem do amor pelos os consumidores, ou envolvendo as comunidades reunidas em volta deles. Querem que nós acreditemos que Luciano Benetton, Michele Ferrero (Nutella,Rocher,TicTac), ou Lorenzo Fluxá (criador dos sapatos Camper) e muitos outros empresarios geniais teriam inventado e lançado suas firmas movidos pelo amor ao consumidor! Isto é simplesmente falso e lendo nas entrelinhas das suas entervistas - publicadas no mesmo livro - dá para perceber muito bem: é verdade, fala-se de amor e paixão, mas transparece claramente que o objeto deste amor é o proprio produto, o saber fazer, a capacidade de imaginar uma vida do produto além dos desejos dos consumidores, que nos tempos do seu inicio eram de certo bem diferentes! A Nutella nunca teria nascido se se pensasse nos consumidores, assim como os sapatos Camper ou os moletons coloridos da Benetton. Aquilo que emerge destes casos é de fato o talento, a criatividade aplicada, a capacidade de olhar além do consumidor, para alimentar o sonho de um futuro para um produto que ainda não existe, menos ainda na mente dos consumidores; assim como nos casos da Apple ou da Virgin. Os vedadeiros emprendedores - como Steve Jobs ou Richard Branson - estão apaixonados por uma ideia, por um sonho inovativo: as pessoas e os consumidores vem em um segundo momento.
O presentimento é que continuará assim no futuro proximo também. Outra coisa é a capacidade de reunir comunidades, consenso, paixão e entusiasmo em volta do produto ou do serviço criado com tamanho talento visionario: neste ponto os anglo-saxões são excelentes, enquanto nós italianos muito menos....
Data de vencimento: 4 de dezembro de 2009

22/10/2008

Proposta 7. Os 10 pontos do Terceiro Renascimento

Data da proposta: 5 de setembro de 2008.
Nesta setima proposta - e depois de um ano de reflexão que no blog pode ser facilmente reconstruido - iniciamos a sintetizar os primeiro 10 pontos que definem o projeto do Terceiro Renascimento e que nos proximos dez anos poderão tornar-se uma plataforma de trabalho e de confronto .
1) Recomeçar pela aliança entre poder economico, visão politica e talento artistico, reestudando com atenção o modelo da Republica de Veneza e a Florença dos Medicis. Outros modelos a aprofundar: a Atenas de Pericles, as outras Republicas Marinaras, a Andalusia no 300, Florença no 400, Lisboa e Bruges no 500, Amsterdam no 600, Paris no 700, Viena no 800, e ainda Paris nos anos 10, Berlim nos anos 20, Buenos Aires nos anos 30, Nova Yorque nos anos 50, Londres nos anos 60, Milão nos anos 80, São Francisco nos anos 90, as cidades do BRIC(Brasil, Russia, India e China) depois do 2.000.
2) Considerar a cidade italiana como um laboratorio aberto de encontros e experiencias culturais, formativas, interdisciplinares, em que a atividade empresarial e a finança avançada tenham condição de atuar um papel iluminado.
3) Recolocar ao centro da formação pessoal a experiencia das Artes e Profissões, e o aprendizado entusiasmante da oficina renascimental.
4) Valorizar neste processo o cuidado, o gosto estetico e suas expressões no ambito de uma redefinição etica da experiencia. A reflexão iniciada en Il Senso dell' Italia pode ser util.
5) Comprender quanto a transmissão contagiosa do saber possa tornar-se uma experiencia feliz e entusiasmante para as gerações jovens, se for ligada á difusão das novas tecnologias.
6) Comprender e moldar uma convergencia natural entre Web 3.0, capitalismo 3.0, terceira economia (aquela que se sustenta no voluntariado) e a propria visão do Terceiro Renascimento.
7) Valorizar e comprender - neste percurso - a experiencia do Segundo Renascimento marcado na Italia pelo surgimento das fabricas do design (de Adriano Olivetti a Alberto Alessi) e das logicas avançadas do design thinking, que constituem uma alternativa avançada ao modelo de management anglo-saxão.
8) Integrar esta visão economico-cultural com os valores e as experiencias do Humanistic Management que desenvolveu nestes anos uma atividade teorica consistente e que merece uma difusão mais ampla.
9) Reunir, começando por estas coordinadas condivisas, todas as experiencias desenvolvidas no territorio italiano nestes anos nos varios ambientes e ocasiões ( desde os festivais urbanos aos projetos distritais) e relançar sua potencialidade além da sua propria valença local.
10) Conseguir na tarefa de reunir e catalizar as propostas, projetos, pessoas e energias que sintam estar em sintonia com as cordas desta visão, e que sejam disponiveis a renunciar a logicas de botequim, a cercas ideologicas, a bairrismos defensivos e a sindromes de prima donna.
veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)

20/10/2008

Proposta 5. Fotografar o amor e o odio ao Sul

22 de agosto 2008
O bom livro L'impresa forte. Un manifesto per le piccole imprese (A empresa forte. Manifesto para as pequenas empresas). de Paolo Preti e Marina Puricelli, ambos professores na Bocconi e portanto acreditados a interpretar o modelo de business para pequenas e medias empresas italianas, sustenta aquilo que tantas vezes foi repetido neste blog. O sistema Italia como Pais não está em declino. Ao contrario possui "um sistema operativo" baseado em valores e competencias que dificilmente poderão ser replicados ou reproduzidos em outros lugares e portanto pode contar com uma vantagem competitiva não imaginavel apenas alguns anos atrás.
Está certo, até agora o desenvolvimento foi relativo e insuficiente, e o jogo , ainda que aberto e no começo, não está absolutamente ganho. Para contrastar o desafio da globalização precisará equiparse e em particular reforçar tres dimensões, indicadas no livro com clareza: cultura, competencia, educação. Isto tem que acontecer não somente ao Norte ou Nordeste (da Italia,n.d.tr), mas também ao Sul onde algumas semanas atráz participei de uma reunião dos Jovens Empresarios da Confindustria( federação da industria italiana n.d.tr) na Calabria com o emblematico titulo: la bellezza salverá il Mezzogiorno? (a beleza salvará o Sul da Italia?). A respostaé não, se não se criam as condições para pode-la reconhecer, regenerar, relançar. O slogan da reunião também We love Sud é bonito mas não é suficiente, como o artigo de La Capria no Corriere dedicado á outra face de Napoli. Não é suficiente rapazes, sinto muito. O extraordinario patrimonio de beleza do Mezzogiorno d'Italia tem que ser virado ao avesso como uma luva, adotando as chaves da cultura, da competencia, da educação. A começar pelas escolas e pelas familias, os bares e as praças, além dos tribunais e empresas. Aquilo que escutei e as pessoas que encontrei, a começar pelos jovens empresarios que se opuseram corajosamente á 'ndragheta(mafia calabresa n.d.tr), deixam boas esperancas, propondo o slogan We love Sud.
A proposta portanto é de construir sobre este slogan uma atividade articulada que comece contando porque amamos o Sul, e ao contrario quais são as coisas que odiamos do Sul. Enviando fotos e cronicas. Fotografando-as e enviando as fotos para este blog que as ordenará e publicará. E então talvéz possamos recomeçar a raciocinar. A proposta é de começar a produzir novas cronicas acima do Sul, mais em linha com as direções da mudança global em andamento.
( veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)

10/10/2008

Proposta 3: Alimentar a rede de italicos no mundo

Data da proposta: 8 agosto 2008
A terceira proposta é relativa á italian way , o made in Italy , o sentido da Italia. Mudando para um terreno novo e pouco visitado, alimentando uma rede de italicos no mundo, rede que já existe. A publicação do libelo " Italici. Il possibile futuro di una community globale" (Italicos, o possivel futuro de uma comunidade global), convalida definitivamente a longa gestação da intuição que Piero Bassetti apresentou a 15 anos quando, no meio da incredulidade geral, iniciou a trabalhar sobre o conceito de italicos, ou seja , de uma comunidade global por volta de 150 milhões de pessoas , que no mundo exprimem não somente um estilo de vida, mas também um estilo de pensamento á italiana, que podemos definir italian way , e que vai muito além do made in Italy, e da nação italiana fechada entre seus confins.
O livro se articula a partir de uma longa entrevista concedida recentemente por Piero Bassetti , na qual expoem todas as etapas evolutivas da italicidade e se conclui com um Manifesto dos glocalistas, no qual são recuperados alguns momentos da teoria da complexidade que tanto influiu na elaboração da antropologia post-colonial. O que rende extraordinariamente fertil e original o trabalho de Bassetti é a aplicação destes conceitos á realidade e á cultura italiana no mundo, que o autor define como diasporas e que se mostram como perfeitas interpretes daquela que nos temos definido a estrategia do beija-flor .
Bassetti compara a comunidade global italica com o Commonwealth de culturas, de experiencias, de ideais, uma busca por uma união de todas as pessoas que tenham uma raiz italiana, e- nos completamos- que tenham aquela sensibilidade, aquele gosto, aquela maneira de pensar , que constitue um extraordinario patrimonio(asset) no mundo para sustentar uma visão da vida mais proxima aos valores do Terceiro Renascimento: in um mundo do conhecimento em que a inovação seja o momento no qual o saber e o poder se encontram para fazer a tradição, os valores, a historia.
A proposta portanto é : completar a rede italica con participações, sugestões e ideias que possam alimentar esta visão ajudando a Italia a se tornar o ponto de referencia mundial para o lançamento de um Terceiro Renascimento.
(leia as outras propostas na categoria: Terceiro Renascimento)

26/09/2008

Proposta 1- Ensinar as regras do Capitalismo 3.0

Data da proposta : 25 de julho 2008
Fundamental na construção do Terceiro Renascimento e da sua visão, a leitura do livro Capitalismo 3.0. O planeta patrimonio de todos. de Peters Barnes, que esclarece a possivel evolução- sem ingenuas rupturas revolucionarias- do nosso sistema capitalistico para uma forma mais consciente de visão politico-social che o proprio autor justamente define up-grading do programa operativo da nossa sociedade.
Os ultimos 10 anos demonstraram- no impulso do movimento no-global e de muitas associações e fundações- a não sustentabilidade do modelo economico, social e financeiro construido até hoje. Em particular está se manifestando nos ultimos anos e na passagem do milenio a centralidade dos commons , os bens comuns como ar, agua, informação, inteligencia e laços sociais , que não podem ser ainda mais divididos e privatizados e que não podem ser administrados por meio das classicas logicas da propriedade . Não por espirito de bondade nem por ideologia mas pela sobrevivencia do nosso planeta e de nossa vida social. Pela pura e simples sustentabilidade do sistema. Barnes identifica- com a clareza e lucidez tipica dos anglosaxões- tres conjuntos a serem influenciados pelas novas logicas dos commons: o meio ambiente, a cultura e os laços sociais, e imagina a definição de um novo contrato social, a respeito deles , com as gerações futuras que estão arriscadas a receber contaminados estes bens comuns .
Esta intuição cria uma visão unica e poderosa- e aqui surge nossa primeira proposta-inscrevendose na dimensão nascente do Terceiro Renascimento que pode assim encontrar o capitalismo 3.0; no encadeamento de uma emoção sustentavel que faz entrelaçar os interesses de pais e filhos, de empresarios e funcionarios.
A proposta é de lançar hipoteses concretas, desenvolve-las com as empresas no plano teorico e pratico para enriquecer esta visão. Em todas as faculdades de Economia deveremos introduzir o ensinamento do Capitalismo 3.0: começando pela Universidade Bocconi e as outras em Milano, aproveitando a Expo 2015 que está focada exatamente nestes argumentos, e vamos desencadear o Circulo Virtuoso. Sei que muitos professores universitarios visitam este blog: vamos começar a trocar nossas opiniões sobre este assunto.