Data da previsão: 16 de novembro de 2007
O mundo da musica aparece como definitivamente africanizado, não somente atravez da egemonia do rap produzido pelos negros americanos, mas também atravez da permanente centralidade do ritmo e de suas variadas declinações. As componentes africanas nos complexos entrelaçamentos de imigração e emigração, jã são reconhecidas na Europa também(especialmente na França) e na America do Sul (especialmente no Brasil) como centelhas enlouquecidas de criatividade prorompente, que tem o mesmo efeito dos meteoros ou das glaciações na historia evolutiva do planeta: discontinuidade inovativa e desafio vital. Na Africa o produto é assumido pelo corpo, englobado em uma pratica fisica, integrado em uma gestualidade dinamica, apropriado atravez do corpo em movimento. Em um mercado africano a diferencia antropologica evidente na relação com a mercadoria, emerge justo no modo em que os produtos são transportados: tudo encontra seu lugar em cima da cabeça de homens e mulheres que desafiam a lei da gravidade, conseguindo manter em equilibrio cargas incriveis e improvaveis: de bacias cheias de todo tipo de liquido, a centenas de ovos colocados em caixas de papel, até pequenos armarios de cozinha cheios de mil coisas. A familiaridade com o corpo, do qual os produtos parecem constituir uma especie de prolongamento, demonstra a centralidade de um metabolismo social que não está centrado no consumo, e sim na pratica individual e coletiva de uso tangivel do produto. Um uso que passa atravez do corpo, que se confronta com a fisicidade do individuo, com sua real presença no mundo e na comunidade. É o corpo que ajuda o produto a existir, não o contrario; e a previsão é que em poucos anos esta voltará a ser uma pratica habitual no mundo ocidental também.sere una pratica consueta anche nel mondo occidentale. Data de vencimento: 16 de novembro de 2009 Scritto alle 06:31 in Africa, Consumo, Corpo Permalink Commenti (0) TrackBack (0)
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16/11/2008
30/10/2008
PreSentimento 47. A revanche do cerebro arcaico.
A um ano de distancia deste presentimento, a marcha triunfal de Obama parece confirmar a relevancia da ultima frase, a respeito de carisma natural.....
Data do presentimento: 30 de outubro de 2007
A Africa negra representa sob muitos aspectos o antidoto radical á experiencia americana. Aqui tem o espetaculo mediatico , ao passo que lá tem a tradição oral, nesta tem o hipermercado gigante repetido sempre igual ignorando a diversidade do territorio, naquela tem o micro-mercado que plasma a aldeia toda: a linha americana é engolida pela curva africana, a demarcação do espaço corporeo encontra aqui a promiscuidade ritual, o final feliz se dissolve no sacrificio iniciatico, o algido monoteismo do sucesso é substituido pelo politeismo visceral do fetiche. A lista poderia continuar. Porém, aquilo que mais chama a atenção é o modelo alternativo de felicidade que a Africa ainda hoje parece ter condição de produzir. E que transparece nas caras e nas expressões das crianças que a gente encontra ás centenas nas escolas das aldeias. Uma alegria que exprime a plenitude do contato com o que é diferente, através do sorriso admirado por vocé estar ali do lado deles. Acariciando instintivamente os pelos dos seus braços, como muitos fazem, em um reflexo condicionado de abertura ao mundo do outro. Experiencia excitante, supra-sumo de pura felicidade.
O presentimento é que a cultura africana, com seu impulso vital e sua carga ancestral, vai poder reconquistar um papel relevante no corpo integral da sociedade global que nos espera, propondo-se com a centralidade do "cerebro arcaico" que conserva os elementos neurologicos mais primitivos ligados ao instinto e á sobrevivencia, que constituem ainda hoje as zonas do cerebro mais misteriosas e fascinantes. A difusão global das tatuagens, do piercing, do corte de cabelo tribal e de um "corpo ritmico", representam somente um exemplo da nova relevancia desta "africanidade", que emerge também, de maneira mais refinada, da dignidade ancestral e da elegancia natural dos afro-americanos nos USA ou no Brasil.
Data de vencimento: 30 de outubro de 2020.
Data do presentimento: 30 de outubro de 2007
A Africa negra representa sob muitos aspectos o antidoto radical á experiencia americana. Aqui tem o espetaculo mediatico , ao passo que lá tem a tradição oral, nesta tem o hipermercado gigante repetido sempre igual ignorando a diversidade do territorio, naquela tem o micro-mercado que plasma a aldeia toda: a linha americana é engolida pela curva africana, a demarcação do espaço corporeo encontra aqui a promiscuidade ritual, o final feliz se dissolve no sacrificio iniciatico, o algido monoteismo do sucesso é substituido pelo politeismo visceral do fetiche. A lista poderia continuar. Porém, aquilo que mais chama a atenção é o modelo alternativo de felicidade que a Africa ainda hoje parece ter condição de produzir. E que transparece nas caras e nas expressões das crianças que a gente encontra ás centenas nas escolas das aldeias. Uma alegria que exprime a plenitude do contato com o que é diferente, através do sorriso admirado por vocé estar ali do lado deles. Acariciando instintivamente os pelos dos seus braços, como muitos fazem, em um reflexo condicionado de abertura ao mundo do outro. Experiencia excitante, supra-sumo de pura felicidade.
O presentimento é que a cultura africana, com seu impulso vital e sua carga ancestral, vai poder reconquistar um papel relevante no corpo integral da sociedade global que nos espera, propondo-se com a centralidade do "cerebro arcaico" que conserva os elementos neurologicos mais primitivos ligados ao instinto e á sobrevivencia, que constituem ainda hoje as zonas do cerebro mais misteriosas e fascinantes. A difusão global das tatuagens, do piercing, do corte de cabelo tribal e de um "corpo ritmico", representam somente um exemplo da nova relevancia desta "africanidade", que emerge também, de maneira mais refinada, da dignidade ancestral e da elegancia natural dos afro-americanos nos USA ou no Brasil.
Data de vencimento: 30 de outubro de 2020.
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