23/07/2009
Proposta 1. Ensinar as regras do capitalismo 3.0
Data da proposta: 25 de julho de 2008
Fundamental na construção do Terceiro Renascimento e da sua visão, è a leitura do livro Capitalismo 3.0. O planeta patrimonio de todos. de Peter Barnes, que esclarece a possivel evolução - sem ingenuos rasgos revolucionarios - do nosso sistema capitalistico para uma forma mais consciente de visão politico-social que justamente o autor define up-grading do programa operativo da nossa sociedade. Os ultimos 10 anos de fato demonstraram - no impulso do movimento global e de muitas associações e fundações - a insustentabilidade do modelo economico, social e financeiro construido até hoje. Nos ultimos anos e na passagem do milenio está emergindo especialmente com força a centralidade dos "commons", ou seja dos bens comuns como ar, agua, informação, inteligenci e laços sociais, que não podem ser divididos e privatizados ainda mais, e que não podem ser administrados por meio das classicas logicas proprietarias. E isso não por causa de bondade ou de uma ideologia, mas por causa da propria sobrevivencia do nosso planeta e da nossa vida social. Por causa da propria sustentabilidade do sistema.
Barnes identifica - com a clareza e lucidez tipica dos anglo-saxões - tres grandes categorias sujeitas as novas logicas dos "commons": o meio ambiente, a cultura e os laços sociais; e sobre estes imagina a definição de um novo contrato social com as gerações futuras que destes bens correm ser privados. Esta è a intuição que torna a visão unica e potente, e que torna-se portanto esta nossa primeira proposta, para inscrever-se na dimensão nascente do Terceiro Renascimento, no encontro com o capitalismo 3.0 e na corrente da emoção sustentavel, onde se cruzam os interesses de pais e filhos, empresarios e trabalhadores.
A proposta é de lançar hipoteses concretas, ideias e praticas para enriquecer esta visão, trabalhando com as empresas. Em todas as facultades de Economia será preciso começar a ensinar o Capitalismo 3.0: comecemos pela Bocconi e as Universidades milanesas, aproveitando da sincronia com a Expo 2015 que propõe justamente estes argumentos, e vamos movimentar este Circulo Virtuoso. Sei de muitos professores universitarios que acompanham este blog: comecemos então este dialogo.
12/07/2009
PreVisão 171. A diferença entre estilo de vida e estilo de pensamento.
"No terreno da reflexão sociologica torna-se portanto mais interessante raciocinar sobre o conceito de mindstyle (estilo de pensamento) do que de lifestyle (estilo de vida), enfatizando as caracteristicas que marcam esta diferencia: a imaterialidade e a fluidez do pensamento confrontada com uma vida material ordenada segundo categorias esteticas e estilisticas. Neste aspecto nos anos Oitenta e Noventa falava-se no setor da moda de "ilhas de estilo", ao passo que hoje preferimos falar em redes relacionais ou fluxos perceptivos. A rede não propõe simplesmente uma multiplicidade de estilos, mas sim uma redefinição radical do pensamento, a começar pelas suas qualidades eticas e esteticas, antes mesmo que estilisticas: o proprio conceito de estilo periga "afogar" na rede, se não for sustentado pela definição de conceitos vitais, que se alimentam de paixões individuais. È nesta delicada passagem que o stilo perde sua força de atração preventiva, deixando espaço para a sensibilidade pessoal e coletiva, que no processo vital e no metabolismo qualitativo produz suas proprias linguagens e suas proprias esteticas. Nos ultimos vinte anos o estilo tem sido um forte catalizador de identidade, um aproximador comunicativo e existencial; na atual fase seu papel parece ter mudado e sua função invertida: de causa para efeito. Não são mais a aquisição e a defesa de um estilo a constituir e sustenta a identidade do sujeito avançado, mas o trabalho existencial dos valores e das experiencias no planp relacional aberto à exploração de novas sensibilidades. O estilo de vida é prescriptivo, o estilo de pensamento è explorativo."
de PreVisões e preSentimentos. Estilos de pensamento para um futuro já presente.
Data de vencimento: 12 de julho de 2008
11/07/2009
PreVisão 170. Os sapatos são um patrimonio para os artistas/artesãos
Data da previsão: 11 de julho de 2008.
Fala-se muito na crise dos consumos. As promoções iniciadas nestes dias em muitas cidades italianas apresentam um resultado paradoxal: aqueles que compram mais são os turistas estrangeiros. Assim como acontece nas boutiques de moda e também nos outlets, assaltados por ônibus de russos e europeus do leste, que vivem nosso pais como o pais da beleza. Assim também acontece com os muitos asiáticos que chegam em Milano a trabalho ou em grupos: sempre a procura de ofertas. Os italianos , ao contrario, re-aprendem a arte da manutenção e da poupança, e isso no fim das contas não vai ser ruim, com o bom grado dos comerciantes , que de quebra vão precisar aprender as línguas estrangeiras. E novamente vou lembrar mais um costume que De Crescenzo relata no seu livro Il caffè sospeso que citei no post de ontem. O autor narra que “...em Napoli os sapatos não são um produto de consumo, mas sim um produto patrimonial. Quero dizer que na minha cidade um par de sapatos fica sendo usado até as suas extremas capacidades de sobrevida. Uma sola furada, uma arranhadura no couro representam somente imprevistos temporarios na vida de um sapato napolitano. Cuidado com amor, lustrado com atenção, armazenado nas estações improprias com um bom enchimento de papel de jornal, o sapato hiberna feliz por ser reutilizado no próximo ano. Não á de ser a moda a destruir um relacionamento afetuoso, até intimo, entre o dono e o sapato.”
E aqui está o ponto: os ciclos da moda e do consumo estão começando a ser questionados por consumidores sempre mais despertos e propensos a construir relacionamentos afetivos de longa duração com objetos e produtos . Não podemos falar somente em crise, mas comprender os contornos desta transição que estamos vivendo e da qual não vamos voltar atràs a não ser ocasionalmente para alguns produtos inovativos que podem mudar nossa vida.
E portanto a previsão è que os artesãos, os recuperadores, os especialistas no conserto de produtos vão estourar e progredir , ao lado dos comerciantes -vendedores.
Data de vencimento: 11 de julho de 2011
02/01/2009
PreSentimento 76. Apple e a elite de massa
O bom livro de Antonio Dini - um dos muitos autores de Nova 100 - dedicado ao fenomeno Apple, cujo titulo emblematico é Emoção Apple, identifica com lucidez algumas chaves do sucesso desta empresa tão especial, que sozinhas poderiam completar um manual de marketing avançado: retornar à inovação, retornar à criatividade, retornar à visão. Exatamente estes retornos foram evocados pelo fundador Steve Jobs no famoso discurso de volta à companhia em 1997, depois do afastamento da sua criatura (por 11 anos) por obra do Ceo Sculley, que o proprio Jobs tinha escolhido em 1985 para melhorar a eficiencia da empresa no mercado. Desde a volta de Jobs na Apple a corrida singular para a convergencia digital entre design e tecnologia não tive pausas ou incertezas, e provou ser vencedora, transformando a Apple na brand mais inovadora de todos os tempos. O pulo da informatica para a musica e depois para a telefonia tem-se mostrado possivel pela simples razão que a Apple tem construido nestes anos uma solida credibilidade e um estilo de pensamento digital, solicitando uma experiencia de consumo absolutamente gratificante do ponto de vista estetico, perceptivo e funcional. Todas as barreiras do marketing tradicional foram demolidas: a segmentação nos preços, e no mercado, e até as diferencias geracionais foram eliminadas por um produto tão universal e igualmente admirado por milhões de individuos, unicos porém unidos por uma mesma paixão, que os transformou em uma elite de massa. Verdadeiro paradoxo que nos proximos 4 anos iremos encontrar se alastrando não somente no setor das tecnologias.
Data de vencimento: 1 de janeiro de 2012
30/12/2008
PreVisão 83. Consumo etico e projetual
Data da previsão: 30 de dezembro de 1990
"È por causa deste desconforto que, no fim dos anos '80, parece ter-se desencadeado um mecanismo de auto-regulação, por meio do qual o consumidor decide suas escolhas em termos de "ecologia", recusando com firmeza a precedente logica da diferenciação simulada, e procurando nos objetos novas profundas qualidades. È neste modo que parece estar se afirmando um novo rigor, uma nova conscientização da qualidade de cada produto, de cada material, descobrindo uma nova etica do consumo.
Percebe-se, pelo menos na faixa mais evoluida da sociedade, um retorno à profundidade, à reflexão, e isso significa, na plataforma do consumo, uma auto-identificação mais consciente com o produto, e uma estreita relação com suas qualidades psicologicas e reais, além de sua imagem superficial. O desafio e a aposta para os sujeitos emergentes dos anos '90 será portanto de abandonar a logica passiva do consumismo immaterial, adotando uma estrategia de fruição ativa da materia e dos objetos, os quais vão se tornar assim estimulos a ser inseridos em um projeto particular de vida unitario, fundado em valores basicos reais, se bem que relativos; longe também do perigo de uma auto-referencialidade narcisistica. Trata-se de desafiar a estetica da sedução inventando novas formas eticas que suplantem a era da sobrevivencia retorica. Trata-se afinal de adotar uma forma até ontem desconhecida de consumo etico e progetual" de Controtendenze
Data de vencimento: 30 de dezembro de 2007
26/12/2008
PreVisão 80. Natal como paraiso parcial
Data da previsão: 26 de dezembro de 2007
O Natal e as ferias são o momento em que o ocio de "pai de todos os vicios" se transforma em obrigação social. Durante muitos anos as pessoas programaram suas ferias natalinas na base dos orientamentos e modas indicadas pelo sistema mediatico. Viagem de aventura ou segunda moradia nos lugares "certos" para se sentir ao passo com os estilos de vida mais avançados. Roteiros e companhias eram estudados com muita atenção, nada ficando para o acaso: nem o menu da ceia ou o lugar do Reveillon. Na hora da volta ao trabalho a gente ficava aliviada quando tudo tinha se passado conforme o figurino. Nossa respeitabilidade estava salva! Hoje, ao contrario, o tempo livre torna-se sempre mais frequentemente um tempo realmente "libertado". Libertado não somente do trabalho, mas também e sobretudo das preocupações "sociais" e de conformismos excessivos. O ocio se torna um tempo e um lugar realmente para si proprio, para o convivio familiar, para os "amigos verdadeiros", para dar espaço aos nossos hobby e e gostos. Até que enfim um ocio feliz, como Domenico De Masi teoriza a muito tempo. Nas festas de Natal, assim como nos fim de semana procuramos enfim construir "ilhas felizes", interpretar tempos e lugares abandonando o estress cotidiano e a routine urbana. Sabemos que estes momentos serão curtos, por isso procuramos goza-los até o findo. Esta interpretação do ocio como "paraiso parcial" nos permite um salto dimensional, uma experiencia realmente unica e memoravel, radicalmente oposta ao status e às regras da mundanidade. Se explica assim o sucesso dos Spa, dos centros de benestar nos quais o ocio torna-se cura e cuidado com o corpo, e atenção à saude; nesta nossa previsão estamos completamente opostos à interpretação de Cazzullo no seu livro Outlet Italia, onde os fenomenos atuais são lidos ao contrario; a necessidade de cuidar do proprio corpo, que Cazzullo ironiza com arrogancia, é ao contrario o sinal que os individuos estão voltando à razão e aprendem a curtir a vida além dos diktats mediaticos.
Data de vencimento: 26 de dezembro de 2008
07/12/2008
()PreVisão 70. A convergencia entre saude e beleza.
Data da previsão: 7 de dezembro de2007
Para comprender o sucesso mundial dos Spas e imaginar sua evolução futura, se torna fundamental comprender a nova relação entre saude, cuidado, benestar e beleza que sempre mais se sobrepõem na experienciado corpo. O mundo virtual e da tecnologia parecia levar a uma profunda modificação do sentido do corpo, substituindo suas referencias materiais e tangiveis, atravez de um curto-circuito cerebral de simulação, mas isso está sendo desmentido amplamente pelo sucesso mundial de Spas e estancias termais. Esta era a hipotese do triunfo tecnologico da experiencia virtual, na qual o corpo era excluido: parecia que seria esta a expressaõ mais excitante e radical da personalização. Nada disso aconteceu. Estão se afirmando tendencias, lugares e curas - desde a saude como prioridade, ao benestar em que o tempo é o verdadeiro luxo, do equilibrio fisico e mental à beleza como ocasião e como energia - nas quais o contato fisico se torna o elemento da mais direta e gratificante autenticidade. Se torna decisivo o sinal tangivel de uma competencia corporea que se prolonga diretamente para a experiencia do cuidado com o corpo, e para um vestuario e acessorios que se afastam de suas caracteristicas puramente visivas e de imagem, para ganhar caracteristicas tateis e materiais,assim como acontece nos Spas do mundo todo que reunem saude, benestar e beleza.
È facil portanto a previsão que no transcorrer de um só ano este mercado encontrará sua afirmação definitiva.
Data de vencimento: 7 de dezembro de 2008
04/12/2008
()PreSentimento 64. Amor pelosprodutos ou pelos consumidores?
No livro Lovemarks de Kevin Roberts - sobre a relação afetiva com a brand - é mostrada uma grande mistificação: estão querendo que nós acreditemos que as brands mais cultuadas nascem do amor pelos os consumidores, ou envolvendo as comunidades reunidas em volta deles. Querem que nós acreditemos que Luciano Benetton, Michele Ferrero (Nutella,Rocher,TicTac), ou Lorenzo Fluxá (criador dos sapatos Camper) e muitos outros empresarios geniais teriam inventado e lançado suas firmas movidos pelo amor ao consumidor! Isto é simplesmente falso e lendo nas entrelinhas das suas entervistas - publicadas no mesmo livro - dá para perceber muito bem: é verdade, fala-se de amor e paixão, mas transparece claramente que o objeto deste amor é o proprio produto, o saber fazer, a capacidade de imaginar uma vida do produto além dos desejos dos consumidores, que nos tempos do seu inicio eram de certo bem diferentes! A Nutella nunca teria nascido se se pensasse nos consumidores, assim como os sapatos Camper ou os moletons coloridos da Benetton. Aquilo que emerge destes casos é de fato o talento, a criatividade aplicada, a capacidade de olhar além do consumidor, para alimentar o sonho de um futuro para um produto que ainda não existe, menos ainda na mente dos consumidores; assim como nos casos da Apple ou da Virgin. Os vedadeiros emprendedores - como Steve Jobs ou Richard Branson - estão apaixonados por uma ideia, por um sonho inovativo: as pessoas e os consumidores vem em um segundo momento.
O presentimento é que continuará assim no futuro proximo também. Outra coisa é a capacidade de reunir comunidades, consenso, paixão e entusiasmo em volta do produto ou do serviço criado com tamanho talento visionario: neste ponto os anglo-saxões são excelentes, enquanto nós italianos muito menos....
Data de vencimento: 4 de dezembro de 2009
21/11/2008
()Proposta 18. Novas gerações e Terceiro Renascimento
Para comprender a evolução possivel de um terceiro renascimento precisará confrontar-se com a evolução das gerações e suas caracteristicas mais profundas. Nesta proposta e na da proxima semana apresentamos 5 grupos geracionais que encarnam a condição criativa de sua geração, e que constituem portanto o nucleo duro dos consum-autores nas suas faixas etarias. Em baixo vamos descreve-los brevemente.
Posh-Tweens - (8-12 anos, ambos os sexos, Italia como pais tipico). Os Posh Tweens são adolescentes que gostam de novidades, talvez os ultimos e os unicos a seguir as logicas tradicionais da ultima moda, a propor esteticas omologadas e reconheciveis, que se encaixam no cenario das marcas e das griffes. Um nucleo geracional que podemos definir fashion victims. Por esta razão muitos estilistas e alguns designer se apresentam com suas linhas de produto para esta faixa etaria. Para este caso a proposta é imaginar modelos educativos novos, onde evitar excesso de conformismo.
Expo teens - (12-20 anos, ambos os sexos, Japon como pais tipico). Os Expo Teens são teen-agers que vivem sua identidade como"exposição" (que inclue a exibição, mas a exposição às tecnologias também, o uso dos codigos das tribos, a sensibilidade às variadas linguagens com a musica em primeiro lugar), e que criam seu proprio mundo estetico em cima desta plataforma. No mundo deste nucleo geracional a moda se encontra com a arte, a grafica e o design, e o ExpoTeen - com a mudança de idade - se torna ExperTeen. A proposta é de ajuda-los a desenvolver sua propria competencia, evitando excessos exibitivos e de narcisismo.
Linker People - (20-25 anos, ambos os sexos, Finlandia como pais tipico). Novos individuos que vivem a condição multiplayer, os Linker People vivem a condição urbana como um infinito reservatorio de estimulos para propor e colecionar. Eles se mostram trend setters nos comportamentos de consumo e grandes exploradores de comportamentos e modas. Um nucleo geracional aberto a todo tipo de combinações, mesmo imprevistas, entre fenomenos mediaticos e experiencia pessoal, para criar e repropor "codigos comuns". A proposta é de envolve-los da maneira mais ativa possivel na definição de novos projetos.
Unique Sons - (20-35 anos - ambos os sexos, China como pais tipico). È a geração dos filhos unicos: individualistas, egocentricos, narcisistas e consumistas. São e se sentem unicos, mas ficam procurando continuamente os irmãos que nunca tiveram. Este é o nucleo geracional que de fato representa o motor da nova sociedade de consumo - da China até o Mediterraneo -. Individuos envolvidos em atividades criativas e em performances economicas que constituem seu horizonte existencial. Entre a mitologia do capitalismo e a volta ao familismo. A proposta é de dirigir seu entusiasmo pelo consumo na direção da inovação.
Sense Girls - (25-35 anos, sexo feminino, Tailandia como pais tipico). Refinadas, sensiveis exoticas, as Sense Girls propõem uma estetica absolutamente distante da vulgaridade mediatica, pondo-se ao centro de uma revolução etica e estetica que define uma mudança profunda de paradigma, e neutraliza a corrida acritica para a modernização pelas grandes nações asiaticas. Neste caso a transformação será comandada não pelo Far East, mas pela Asia do meio e pelas comunidades budistas: junto com a Tailandia, a India e Sri Lanka, e junto com as moças sul-americanas e nord-europeias. A proposta é de mixar a sensibilidade estetica oriental com a ocidental.
18/11/2008
()PreVisão 59. França e Italia: ou também Luxo e Gosto
A França - como todo mundo sabe - é a patria do luxo, ao passo que na Italia cultivamos o gosto, mesmo que muitas vezes nem percebemos. Na França tudo é muito "alto": Alta Moda, Alta Cozinha, alta consideração de si... . Na Italia a excelencia do gosto vem de baixo: do territorio, da vida cotidiana, da casa da mamma. Experimentem comer durante uma semana aquilo que come uma familia francesa, e comprenderão a diferencia. O luxo é o excessivo e raro, o privilegio de poucos, o ar aristocratico, enquanto o gosto define uma experiencia permanente, de excelencia democratica, implicita, tangivel, como o caffé espresso al bar. Arte do fazer e competencia milenar condensados numa experiencia acessivel a todos. Até ontem a felicidade era (para nós também) o sonho de um luxo tendencialmente acima das nossas possibilidades, de agora em diante será a capacidade de reconhecer com discrição e inteligencia aquilo que está ao nosso alcance e melhora realmente a qualidade de vida. É a isto que a Italia deverá mirar.
O gosto não pode ser expressado nem reconhecido quando estamos sozinhos, voltados aos nossos privilegios familiares ou profissionais. O gosto precisa de folego, de circulação, de confronto. O convivio e a conversação são os grandes facilitadores do gosto, e por causa disso também o centro desta experiencia volta a ser a comida e a alimentação; em duas palavras: a cultura da mesa. Os grandes chefs se igualam aos grandes estilistas, em todos os setores da midia pro~poem-se receitas e restaurantes, Slow Food triunfa com sua vocação didatica. O Salão do Gosto se torna a nova oficina para experiencias memoraveis.
A previsão: gosto e paladar, degustação e mensagem se fundirão com o desejo renovado de "estar juntos", e algumas cidades, como Parma, se tornarão as capitais do gosto.
Data de vencimento: 18 de novembro de 2007
16/11/2008
()PreVisão 58. Produtos ajudados pelo corpo
O mundo da musica aparece como definitivamente africanizado, não somente atravez da egemonia do rap produzido pelos negros americanos, mas também atravez da permanente centralidade do ritmo e de suas variadas declinações. As componentes africanas nos complexos entrelaçamentos de imigração e emigração, jã são reconhecidas na Europa também(especialmente na França) e na America do Sul (especialmente no Brasil) como centelhas enlouquecidas de criatividade prorompente, que tem o mesmo efeito dos meteoros ou das glaciações na historia evolutiva do planeta: discontinuidade inovativa e desafio vital. Na Africa o produto é assumido pelo corpo, englobado em uma pratica fisica, integrado em uma gestualidade dinamica, apropriado atravez do corpo em movimento. Em um mercado africano a diferencia antropologica evidente na relação com a mercadoria, emerge justo no modo em que os produtos são transportados: tudo encontra seu lugar em cima da cabeça de homens e mulheres que desafiam a lei da gravidade, conseguindo manter em equilibrio cargas incriveis e improvaveis: de bacias cheias de todo tipo de liquido, a centenas de ovos colocados em caixas de papel, até pequenos armarios de cozinha cheios de mil coisas. A familiaridade com o corpo, do qual os produtos parecem constituir uma especie de prolongamento, demonstra a centralidade de um metabolismo social que não está centrado no consumo, e sim na pratica individual e coletiva de uso tangivel do produto. Um uso que passa atravez do corpo, que se confronta com a fisicidade do individuo, com sua real presença no mundo e na comunidade. É o corpo que ajuda o produto a existir, não o contrario; e a previsão é que em poucos anos esta voltará a ser uma pratica habitual no mundo ocidental também.sere una pratica consueta anche nel mondo occidentale. Data de vencimento: 16 de novembro de 2009 Scritto alle 06:31 in Africa, Consumo, Corpo Permalink Commenti (0) TrackBack (0)
12/11/2008
PreSentimento 54: comunicaçao não, estetica sim
A comunicação fechou seu ciclo feliz, deixando definitivamente o lugar para a Estetica. A Estetica é a disciplina do sentir, e envolveu no seu crescimento primeiramente a arte, depois o design, e agora a moda. Favorecido pelas novas tecnologias também, o campo estetico está se alargando. Alguem interpreta esta extensão como um enfraquecimento da linguagem artistica: a obra de arte decai para mercadoria. Ao contrario Duchamp já tinha em mente, um seculo atrás, o verdadeiro caminho que se enxertaria na sociedade nascente: a mercadoria estava-se tornando a extraordinaria expressão do talento artistico: Warhol com experteza virou seu netinho. Depois de um seculo este axioma já é reconhecido pelos consumidores também. Mas - assim como na arte que depois se transforma em design - não todas as mercadorias se parecem ou são iguais. O consumidor assume o papel que foi aquele do critico de arte. A partir de agora começa o jogo da avaliação estetica, do sucesso e do fracasso. E o presentimento diz respeito a esta capacidade estetica que o consumidor terá condição de impor nos proximos 10 anos às empresas de produção.
A outra operação que Duchamp desencadeia é a enfase da intenção, e portanto a inteligencia na escolha: confiar nas forças e processos que já decidiram por nos, recuperando-os com a intenção, que enfatiza o valor estetico. Duchamp continua a emitir nos nossos tempos suas raras, calibradas intenções, a conduzir seu discurso polidimensional, livre de qualquer "especifico" artistico, pronto a envolver todos os setores de experiencia, a cruza-los entre si. O consuidor odierno não faz outra coisa senão seguir este mesmo caminho.
Data de vencimento: 12 de novembro de 2017
04/11/2008
PreSentimento 48. Blink. Uma nova inteligencia
Data do presentimento: 4 de novembro de 2007
O assunto da velocidade e da fascinação instantanea que os torpedos(muito em moda entre os jovens na Italia n.d.tr.) trouxeram de maneira universal, se constitue em um elemento decisivo na evolução da cultura da escolha e do consumo, mostrando as novas direções para aquela categoria que durante muito tempo se definiu como "compra por impulso". Nesta perspectiva a gratificação imediata é diretamente proporcional ao preço acessivel, que torna desejavel um produto ou um serviço frequentemente pertencente ao grupo do basic criativo. Under and Tenner é o titulo de uma exposição montada algum tempo atrás no Design Museum de Londres sobre o tema: "O que é o bom design? Sedução? Diversão? Conveniencia?. 14 personalidades, entre eles Ron Arad e os irmãos Campana, selecionaram alguns objetos que não custam mais que 10 libras e que marcaram o mundo do consumo, dos chinelos brasileiros Havaianas á mitica esferografica. O fascinio destes objetos é neste caso o resultado imediato de sua simplicidade e prontidão de uso. Neste horizonte se colocaram nos ultimos anos os serviços também (não somente os last minute, mas também os first hour (ofertas da primeira hora) veiculados na Internet , que literalmente revolucionaram o setor de viagens (Ryan Air) ou dos serviços financeiros (ING). A ideia last minute se completa com o conceito first hour, que marca sua evolução, porque enfatiza mais, além do fator do negocio vantajoso, a possibilidade de conquistar e fascinar o consumidor "na primeira tacada".
O presentimento é que nos proximos anos esta será a logica vencedora que as empresas e as pessoas também terão que adotar. Estes serão as novas compras por impulso, sempre menos ligadas á extravagancia , e sempre mais motivadas por uma nova inteligencia, que é tipica do mundo web também: escolhas que se realizam rapidamente, sem processos articulados de raciocinio, sem ulteriores reflexões, assim como relata o livro Blink:the power of thinking without thinking (Piscada de olho: o poder do pensar sem pensar).
Data de vencimento: 4 de novembro de 2009
02/11/2008
PreVisão 53. Consumos latentes nossos, consumos evidentes deles
Nestes dias de crise profunda reler esta previsão que vence justamente hoje, representa um jogo do destino: sua leitura mais imediata e direta é que a inovação não foi suficiente e que o consumo nos nossos paises opulentos ficará latente ainda por muito tempo, já que não foram respeitadas as proprias promessas....
Data da previsão: 2 de novembro de 2007
Nas sociedades mais avançadas o consumo não representa mais uma condição permanente, mas sim um sub-rastro para integrar algumas experiencias de vida. E desta maneira vai se firmando uma latencia do consumo, que impede estudar diretamente suas caracteristicas e evoluções, exigindo uma abordagem mais ampla mas indireta. O consumo latente se transforma em consumo real e explicito, somente no momento em que atinge os centros nevralgicos da identidade pessoal e coletiva. No trabalho da explicitação dessa latencia de consumo, a estrategia que melhor funciona é aquela que radicaliza as experiencias: a duração ou o instante, o passado ou o futuro, o valor profundo ou a maravilha, o maximo da intimidade ou a universalidade da condivisão. Neste horizonte emerge a ocasião potencial, não o estilo real de vida, que acaba sendo passado por cima pela oportunidade de experimentar qualidades novas. O desafio produtivo e comercial inscreve-se portanto em um painel de inovação permanente que evita a repetição enquanto aceita o desafio radical de um consumo que clama por um estimulo e recombinação continuos. Nos mercados saturos do Ocidente o consumidor deixa seu lugar para o cidadão, assim como está acontecendo no jornalismo com o fenomeno crescente do citizen journalism, e o consumo torna-se latente, ou seja se realiza somente além de alguns limiares criticos definidos pelo mix alquimico de necessidade, desejo, preço e surpresa. Nesta mudança de epoca os verdadeiros mercados onde as logicas do consumo se tornam explicitas são aqueles dos grandes paises emergentes que já emergiram: Chinas, India, Brasil, Russia e Turquia.
Portanto a facil previsão diz respeito á prioridade comercial da analise e elaboração de tendencias e comportamentos conduzidas justamente nestas novas grandes bacias de imaginario e de cultura "outra".
Data de vencimento: 2 de novembro de 2008
31/10/2008
Proposta 14. Fenomenologia da felicidade
Para introduzir o tema do futuro que está a nossa espera, é importante nesta proposta refletir sobre a outra face do medo, ou seja sobre o desafio cotidiano da felicidade. Vamos refletir sobre este modelo, que reune os mais interessantes resultados extraidos de uma pesquisa internacional dedicada á nova concepção da felicidade pessoal, realizada pelo Future Concept Lab em 8 paises (Alemanha,Espanha, Finlandia, França, Inglaterra, Italia, Olanda, Russia), e que vai estender-se nos proximos anos aos Usa, America latina e aos principais paises asiaticos.
O PASSADO. O FUTURO
A felicidade que divide. A felicidade que une.
A dadiva da felicidade a poucos favorecidos. A felicidade do doar, acessivel a todos. A felicidade como apropriação, acquisição. A felicidade como troca, condivisão.
Etica da felicidade individual. Felicidade na etica pessoal.
A felicidade do consumo, que pode-se perder. O consumo feliz, que perdura.
O conto da felicidade, através da ostentação. A felicidade do conto, através da imaginação.
A felicidade projetada no futuro e na tecnologia. O futuro e a tecnologia, reconduzidos á uma vida feliz.
Felicidade a ser defendida, que cria ansiedade e medo. Felicidade a ser condividida, que cria serenidade.
Felicidade como "efeito especial". Felicidade como afeto "especial".
A hipotese de base que fica confirmada pelos resultados da pesquisa, realizada com metodologia etno-antropologica e a anotação cotidiana de diarios da felicidade, concerne a mudança no proprio modelo de experiencia feliz, e a maneira como esta é percebida: menos ligada ao possuir e aquisir bens materiais, que temos medo de perder, e mais proxima á uma capacidade de regozijar junto, que afasta o medo antes mesmo dele nascer. De fato a Italia demonstra uma grande vocação e um talento em manifestar este tipo de felicidade, que tem a valia de ser universal também, e inscrito em um horizonte inter-geracional que re-aproxima os adolescentes aos adultos, a idade jovem á idade madura. Uma felicidade não-economica e muito emotiva, sensorial, que todos os entrevistados demostram apreciar, inclusive porque afasta o medo. Este foi o assunto debatido durante tres dias na convenção internacional organizada pelo Centro Pio Manzú em Rimini, ouvindo relatores do calibre de um Antony Giddens e Serge Latouche.
E este é justamente o cerne da proposta: vamos aprender a condividir de todas as formas nossos pequenos e grandes momentos de felicidade. A alguns anos a felicidade era privativa, alcançava-se a sós, e era comparativa: sou mais feliz que os outros em volta de mim? Hoje a felicidade, embora a alcancemos pessoalmente, precisa ser comunicada aos outros, e constituirse em fonte de troca, como um presente. Condividir as proprias experiencias de vida e de consumo vem a ser uma prioridade para um numero crescente de pessoas, correndo atrás da propria felicidade, como muitas vezes lembramos neste blog. A felicidade convivial, para ser consumida em companhia está crescendo entre os jovens, criando e reforçando os relacionamentos: a comida neste sentido volta a ser fundamental, em especial na Italia. O melhor antidoto contra o medo.
( veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)
29/10/2008
PreVisão 51. O feminino puxa e educa
Temos varias vezes sublinhado como as tendencias de vida e de consumo emergentes propõem uma continua valorização de qualidades e comportamentos que saem da esfera do feminino para se tornar catalizadores universais: o cuidado, a qualidade das relações, a capacidade de administrar o cotidiano. Nas ultimas tres decadas a mulher abandonou gradualmente o cliché de mulher do lar , concentrado nos valores de casa e familia, e adquiriu uma nova capacidade de avaliação através da sua propria subjetividade, e isso ao mesmo tempo faz com que ela se torne a grande protagonista das escolhas familiares e do casal. Estas transformações sinalizam uma nova capacidade de expressar experiencias no feminino, que já está reconhecida no imaginario coletivo, mesmo porque já está claro para todos como as mulheres estão superando numericamente os homens, por exemplo na instrução superior ( na Italia nos ultimos anos tivemos 58% de formaturas femininas contra 42% de masculinas, na França o 55% dos inscritos é mulher, na Alemanha 52%); e o saber feminino, saindo dos muros domesticos para o ambiente de trabalho, está dando origem a uma cultura empresarial baseada na orientação ao relacionamento. Algumas mudanças de papel, como por exemplo as mulheres que operam na area financeira, resultam garantir uma maior seriedade, e as mulheres em cargos politicos de prestigio, historicamente um territorio masculino, mostram uma evolução da figura feminina e de seu papel dentro da sociedade que parece orienta-la a abandonar as caracteristicas mais estereotipadas do seu genero ( a emotividade por exemplo) em prol de uma maior racionalidade e de um equilibrio entre as duas. Este também é um elemento que consolida e explica a grande capacidade de escolha demonstrada pelas novas mulheres, e nos faz prever no proximo quinquenio uma mudança epocal no nosso País também.
Data de vencimento: 29 de outubro de 2012
28/10/2008
PreSentimento 46. O lar como uma caixa de surpresas.
O ambiente domestico no futuro será uma caixa cheia de surpresas, em continua alternança entre o material e o imaterial. As qualidades extruturais, fisicas serão proximas ás atuais hoje na arquitetura, com a caracteristica porém de uma fruição mais flexivel e informal do espaço. De fato o paralelismo apropriado para a casa do futuro é o modelo de habitação japonesa, onde os espaços internos são caixas interconectadas de maneira simples, o espaço , no interior, é limitado pelas funções e fins, um conjunto definido somente pelos muros externos, onde os limites internos podem ser tanto tangiveis como intangiveis. Comprender a expressão fisica da casa do futuro significa em primeiro lugar reconhecer de maneira iluminista os progressos da tecnologia, a presença de plataformas digitais, a comunicação entre aquilo que está dentro da casa e o espaço circumstante, sem incorrer porém no costumeiro erro (como nos filmes de ficção cientifica dos anos '60) de imaginar uma mecanização da domesticidade, ou uma presença invasiva da tecnologia. Ao contrario o presentimento é que quanto mais tecnologia, menos a veremos. Pois de fato vai ser valorizada a inteligencia invisivel do poder tecnologico. Evidentemente os habitadores da casa do futuro procurarão proteção e silencio, mas ocasiões de socialização e expressão pessoal também. Seu desejo de exploração será apagado pela tecnologia, e seu desejo de fuga, mental e fisica, do contexto urbano e do stress cotidiano será gratificado pela micro-presença de areas verdes, para um viver cotidiano mais inter-geracional.
Data de vencimento: 25 de outubro de 2015
20/10/2008
PreSentimento 42. Esculturas e saltos altos
O sapato já tem conquistado nestes ultimos anos o papel de objeto-fetiche, em que as pessoas reencontram o gosto pela identificação ou pela provocação. A moda abandona a exigencia de lançar estilos omologados e omologantes e brinca com os acessorios do ego, a cada um o seu: o sapato torna-se assim a porta da identidade. O Manolo Blanhik de Sex & City fez escola. Nesta perspectiva o salto torna-se, em especial no caso de uma simples sandalia ou uma bota, o protagonista absoluto: metal, madeira, poliuretano expandido e pvc também, sozinhos ou combinados entre si, produzem verdadeiros saltos-escultura. Nota 10 para os fusiformes e sinuosos: o salto-carretel se alonga em salto alto; o salto-virgula fica maior; a sola se alonga e se encurva debaixo do talão até tornarse um salto amplo e achatado. Verdadeira obra de arte. O salto pode ser aplicado ou parte integrante da sola, tornando-se um verdadeiro objeto de design. Todos os grandes estilistas - dos mais classicos aos mais transgressivos - tem exercitado sua fantasia e o presentimento indica um futuro daqui a 7 anos em que o estilo pessoal se definirá exclusivamente pelo sapato, ou pelo menos pelos acessorios, ao passo que o vestuario vai ficar para todos proximo a um mix harmonico de classico-casual-basic. Para os homens também a sola e o salto podem ser elementos que dão aos calçados uma serie de qualidades distintivas: um exemplo para todos é o anfibio-chinelo em que, por conta de uns simples ganchos, um acessorio basic, comumente tido como pesado e duro, torna-se um calçado macio para usar em casa.
Data de vencimento: 20 de outubro de 2014
14/10/2008
()PreVisão 42. O estilo de pensamento mata o estilo devida
Previsione del 13 ottobre 2007
Come ormai sosteniamo da alcuni anni diventa oggi più interessante per il mondo del marketing ragionare sul concetto di mindstyle inteso come stile di pensiero, piuttosto che di lifestyle inteso come stile di vita. Diventa a questo proposito importante sottolineare le caratteristiche che segnano questo scarto: l’immaterialità e la fluidità del pensiero rispetto a una vita materiale ordinata secondo categorie estetiche e stilistiche. Non a caso negli anni ‘80 e ‘90 si è parlato nella moda di “isole di stile”, mentre oggi parliamo piuttosto di reti relazionali o di flussi percettivi. La Rete non propone semplicemente una molteplicità di stili, ma una ridefinizione radicale del pensiero, a partire dalle sue qualità etiche/estetiche, prima ancora che stilistiche: il concetto stesso di stile rischia di “affogare” nella rete, se non è supportato dalla definizione di concetti vitali. E’ in questo passaggio delicato che lo stile perde la sua forza di attrazione preventiva, per lasciare spazio alla sensibilità personale e collettiva, che nel proprio processo vitale e nel proprio metabolismo qualitativo produce i propri linguaggi e le proprie estetiche. Negli ultimi 20 anni lo stile ha costituito un forte catalizzatore di identità, un attrattore comunicativo ed esistenziale: nella fase attuale il suo ruolo sembra invece essere cambiato e la sua funzione capovolta: da causa ad effetto. Non sono più l’acquisizione e la difesa di uno stile a costituire e supportare l’identità del soggetto avanzato, ma il lavorìo esistenziale dei valori e delle esperienze su un terreno relazionale aperto all’esplorazione di nuove sensibilità. Lo stile di vita era prescrittivo, lo stile di pensiero è esplorativo, e già nei prossimi due anni trionferà definitivamente.
Data di scadenza: 13 ottobre 2009
09/10/2008
Proposta 2 : Praticar o cuidado
Uma segunda proposta no caminho do Terceiro Renascimento tem a ver com a necessidade de re-aprender a dedicar nosso cuidado a algo. As pessoas voltam espontaneamente a esta pratica em se ocupando dos seus proprios animais domesticos, cultivando pequenas hortas, e jardins nos terraços de casa, ou dedicando sempre mais tempo á manutenção criativa da residencia ou do carro. Mas aqui estamos falando de algo mais sistematico, além dos hobbies particulares, que possa ser ensinado nas escolas : aquilo que tempo atrás se ensinava nas aulas como " aplicações tecnicas" poderia tornar-se um periodo e um espaço dedicado á atividade de dedicar-se com cuidado a algo. De cursos rapidos de pronto socorro, a formas leves de gardening, até o ensinamento da enogastronomia ou do corpo humano.
No belo livro de Flavia Arzeni, Un' educazione alla felicitá( uma educação á felicidade), no qual a autora apresenta ao leitor o mundo de dois grandes autores, ambos premio Nobel - Hermann Hesse e Rabindranath Tagore - volta-se á metafora do jardim como modelo de cura feliz, atravéz da qual Hesse se mostra feliz de ter oferecido, por meio da sua propria experiencia, o jardim como modelo de sobrevivencia aos males do mundo, sejam eles publicos ou privados.
Hoje a ideia que a natureza - e o jardim que dela é a interpretação a medida do homem - tenha valor terapeutico e educativo, tanto para o individuo como para a sociedade da qual este faz parte - é um dado sempre mais aceito. Cuidar do jardim é um exercicio de respeito e uma aprendizagem de amor. Seria bonito encontrar a maneira de reformar nossa escola em um modelo educativo que saia destas premissas e não esqueça a importancia do cuidado. Portanto a proposta é de individuar cotidianamente o objeto da nossa cura e de conta-lo para os amigos: ao que vocé dedicou seus cuidados hoje ?
(leia as outras propostas na categoria: Terceiro Renascimento)