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10/07/2009

PreSentimento 166. O medo das trocas vitais.

Reler este presentimento - na sua parte final - depois de um ano, nos faz refletir: continua o desafio de criar novos "motores de generosidade" , e com certeza estes não provém da nossa area politica...
Data do presentimento: 10 de julho de 2008.
No ultimo livro de Luciano de Crescenzo, leve e aprazivel como sempre, reencontramos algumas caracteristicas da sociedade napolitana que , nestes tempos de lixo e camorra, batem ao coração.
O proprio titulo alude à um costume napolitano que está desaparecendo, entre os mais nobres e envolventes: o livro se intitula Il caffè sospeso ( o café pendurado). Como o proprio autor narra " Em Napoli, era uma vez um belo costume: quando um cara estava numa bôa e tomava um café no bar, pagava não um, mas dois cafés. Este ultimo estaria reservado ao proximo cliente que chegasse. Em outras palavras, este era um café ofertado à humanidade. Vez ou outra tinha alguem que chegava na entrada e perguntava se tinha um "sospeso".Naquela epoca tinha mais clientes pobres que ricos. Hoje infelizmente não somente ninguem mais paga um "sospeso", mas não tem ninguem disponivel a aceita-lo. Esta ultima observação merece uma reflexão profunda: o risco de exaurir na nossa vida, por medo ou por ignorancia, as formas de circulação, troca, reciprocidade não reguladas por logicas exclusivamente economicas, mas sim por impulsos de generosidade e de felicidade condivisa.
Esta é a deriva que francamente mais nos preocupa no comportamento do atual governo italiano, que não promete nada de bom: a cultura narcisista do primeiro ministro, a cultura intolerante de Alleanza Nazionale, a cultura da Lega Nord orientada ao territorio . Nenhun estimulo à generosidade, nenhum ideal de encontro feliz: este é o preço mais salgado que vamos pagar por um governo que terá que fazer o que deve ser feito e que todos também teriam feito (veja a continuidade entre Visco e Brunetta, entre Padoa Schioppa e Tremonti), mas que demonstra um grande medo das trocas vitais.
Data de vencimento: 10 de julho de 2013

19/02/2009

PreVisão 104. O sentido da Italia

Um ano se passou da publicação do livro Il senso dell'Italia(O sentido da Italia), muitas outras coisas aconteceram, e o projeto Terceiro Renascimento decolou e será apresentado para a emprensa no dia 27 de março 2009, com Giovanni Lanzone, Paolo Anselmi, entre outros. As boas noticias continuam, e nos proximos dias vou informa-los.


Data da previsão: 22 de fevereiro de 2008.
Hoje está sendo lançado nas livrarias da Italia toda meu novo livro Il senso dell'Italia. Instruções para o terceiro miraculo italiano. Um ano e meio atrás, quando o livro foi concebido e escrito no seu nucleo essencial (no magnifico resort Txai, na costa brasileira perto de Itararé, nas ferias de verão) , nunca imaginaria que os assuntos abordados neste breve panfleto se tornariam tão quentes não somente no panorama cultural de reflexão sobre os costumes, mas no debate politico e da midia também. Até no calor de uma vibrante campanha eleitoral. Trabalhar sobre o futuro e na construção de novas visões, para elaborar previsões e presentimentos, significa também colher intuições felizes para depois desenvolve-las instintivamente. E é isso que aconteceu. A lentidão e perplexidade dos editores interessados em potencial no projeto fizeram o restante. O livro sai portanto em um momento que marca uma passagem delicada em que o nosso país procura encontrar um novo ordinamento politico, com novas regras de comportamento e novos objetivos a alcançar. Estão todos convidados á apresentação no salão de Honra da Trienal no dia 4 de março á 18:30, com os palestrantes: Paolo Anselmi, Andrea Branzi, Luca de Biase e Giovanni Lanzone. Iniciando com a leitura do livro procuraremos junto debater o tema do Terceiro Renascimento

Data de vencimento: 4 de março de 2008.

11/11/2008

()PreSentimento 53. Surprender e dar o exemplo

Data do presentimento: 11 de novembro de 2007
Para viver na diversidade precisa aprender a enfrentar e administrar os conflitos de maneira criativa. A diversidade e sua sobrevivencia de fato implicam a arte do equilibrio e da mediação que não é simples acordo, arte toda italiana (do ut des, hoje a mim amanhã a ti), mas uma mais sutil capacidade de inserir a diversidade dos pontos de vista na trama do tempo. Administrar o conflito significa tabém cultivar a paciencia da espera a fim que nosso ponto de vista possa prevalecer: neste ponto é a cultura chinesa, com sua milenar sabedoria, que oferece um grande ensinamento. A opinião ou o ponto de vista não podem ser impostos, mas devem ser cultivados, difundidos, extendidos, medindo-se a cada dia na vida cotidiana e produzindo ocasiões exemplares. Vejam por exemplo as decisões coletivas ou familiares: prevalece sempre a ultima proposta, de quem tive a paciencia de esperar o momento certo para expressar sua opinião. Em todo caso nenhum ensinamento é melhor do que dar o exemplo. Na vida cotidiana, ao contrario, o confronto se reduz a briga, e então a estrategia é de driblar na jogada, como no jogo de cartas. Se um adversario politico expõe uma opinião diferente da sua, não interrompa, ouça e depois enfrenta o argumento mudando a perspectiva: ele será mais disponivel a comprender sua posição. No conflito politico também o que vale é a credibilidade e a capacidade de surprender: desta manera vai conquistar pelo meno o respeito, senão a concordancia. Na mensagem verdadeira de Cristo, oferecer a outra face não é renuncia ou submissão, mas uma estrategia criativa para desorientar o adversario e demonstrar a força de carater. Neste momento duas mulheres extraordinarias como Benazir Bhutto no Pakistan e Aung San Suukyi na Birmania puseram em pratica esta estrategia e esperamos possam colher no proximo ano os frutos de sua decenal estrategia . Este é somente um presentimento, infelizmente ainda não é uma previsão.
Data de vencimento: 11 de novembro de 2008

08/11/2008

PreSentimento 51. O carisma familiar

Data do presentimento: 8 de novembro de 2007
Novamente sobre as etnias e as derivas da globalização. A Americado Sul é talvez o continente no mundo que mais de qualquer outro tem experimentado involuntariamente a estrategia da mestiçagem: a identidade indigena, a espanhola, portuguesa e a africana ( e em seguida a italiana, chinesa, japonesa ...) deram vida a um modelo de cruzamento unico no mundo, começando por alguns elementos de compatibilidade irrepetiveis: culturas politeistas ou pelo menos ricas em protagonistas "vitais" (no caso do catolicismo através da familia dos santos) e com uma forte conotação iconografica: culturas orais e sempre com um grande peso das relações interpessoais e da intercessão; culturas coletivas nas quais o papel do grupo e da comunidade se exprime com grande decisão; culturas do Sul, nas quais a praça, o corpo, o ritmo e a extroversão tem um papel essencial; e finalmente culturas muito centradas no carisma pessoal de poucos chefes, que mesmo arriscando muitas vezes a deriva paternalistica e autoritaria, demonstram poder infundir entusiasmo e energia aos seus povos.
Como então interpretar o sucesso das esposas (Cristina depois de Evita) que repropõe na Argentina a atualidade do debate sobre os laços politico-familiares e que emerge porém nos Estados Unidos também com a candidatura de Hillary Clinton? Neste caso o movente parece ser a continuidade e a necessidade de valorizar um patrimonio de confiança que hoje constitue um bem sempre mais raro: a confusão e o desorientamento do eleitor visa portanto premiar os sobrenomes além dos nomes, a garantia familiar além da singularidade individual que implica um risco alto demais na escolha. Se confio no marido, a esposa pode garantir-me um bom resultado do investimento, por uma simples propriedade transitiva das egualdades... O carisma pessoal se tranforma em carisma familiar.
O presentimento é que estas formas de empatia guiarão sempre mais as sociedades do futuro, nas quais o risco precisa ser evitado: realiza-se assim o paradoxo do maximo de abertura, tipico da globalização, com o minimo de variedade, que no fim acaba prevalecendo.
Data de vencimento: 8 de novembro de 2011

05/11/2008

Reflexão 1 sobre um futuro já presente

Me sinto feliz. Não somente porque uma previsão de um ano atrás e um presentimento deste 16 de janeiro se revelaram corretos, mas porque a arrebatadora vitoria de Obama confirma e reforça uma serie de argumentos que propusemos continuamente neste blog. Trabalhar nesta dimensão proporciona às vezes muitas satisfações: o proximo passo será individuar o dia em que (a duvida é sobre quando, não sobre se) tudo isso acontecerá na Italia. E eu acredito - talvez contra o bom senso - que este dia não seja muito longe.
1) a politica da esperança vencerá a politica do medo
2) o mundo da web 2.0 pode multiplicar ao infinito conteudos relevantes e valores consistentes
3)a abertura ao mundo e a polinização entre as culturas - das quais Obama é a expressão encarnada - constitue uma chave vencedora para o futuro
4) a biografia de cada um se torna uma plataforma politica crivel quando condividida na base dos valores
5) as gerações jovens despertam quando utilizamos seus canais e suas linguagens
6) a politica vence quando em vez de usar as contraposições ideologicas valoriza catalizadores emocionais que sejam condivididos
7) o protagonismo dos lideres precisa encontrar o protagonismo ativo dos seguidores
8) o tam tam virtuoso se origina de projetos condivididos no territorio
9) a retorica da mudança pode ser transformada em um tremendo instrumento de persuasão somente se sustentada pela credibilidade e o exemplo de quem a anuncia
10) os valores tradicionais progressistas ressurgem quando encarnados em praticas absolutamente renovadas, além dos bairrismos ideologicos

Aqui está o que escrevi em 15 de janeiro de 2008
PreSentimento 85. O contra-ataque da esperança
Na corrida às presidenciais americanas Obama já ganhou. Qualquer que seja a conclusão da corrida nas primarias, sua contribuição de frescor e energia deu uma chicotada memoravel em um Pais em crise total de leadership, de credibilidade, de entusiasmo e de visão. O presentimento que agita este blog nos ultimos 6 meses é que o triunfo de Obama será de qualquer modo inevitavel pela simples razão que , depois de 40 anos, ele encarna novamente as esperanças do sonho americano que depois de Kennedy foram se diluindo na teatralidade forçada de Reagan e na pessoal falta de escrupulos de Clinton (apesar disso os 2 presidentes mais amados depois de John). Se a America ainda é a America ( e não temos razões para duvidar disso: o genius loci de um Pais não se apaga assim simplesmente), a mobilização entusiasmada de jovens e pessoas que nunca entraram no jogo da politica, derrubará qualquer avaliação racional sobre a experiencia, a solidez, a preparação de um candidato formidavel como Hillary, digo o casal Clinton (falar em uma candidatura exclusivamente feminina parece francamente limitante) que vantam competencia, relacionamentos internacionais, inteligencia. Agora, como escreve Mario Vargas Llosa no La Stampa de sabado 12 de janeiro, o reformismo idealista e a mensagem de esperança que a autobiografia de Obama propõem também, aparecem hoje sem duvida irresistiveis para uma America que tem uma necessidade desesperada de reencontrar suas proprias raizes ideais.
Data de vencimento: 15 de janeiro de 2009

31/10/2008

()Proposta 15. Obama e a politica do terceiro milenio

O grande interesse provocado pelo post de segunda feira passada a respeito da manifestação do PD (partito democratico, na oposição n.d.tr.) me convida a repropor seus argumentos em termos de proposta, com esta ideia de partida: trabar na plataforma emotiva que Obama soube criar nos USA, começando também pela interessante analise de Giuliano da Empoli no seu atualissimo livro Obama. A politica na era de Facebook, que esclarece algumas fases necessarias para entrar na politica do terceiro milenio.

" A manifestação de 25 de outubro se constitue em um divisor de aguas na politica italiana dos ultimos anos, por uma serie de condições externas que se criaram magicamente nestas semanas e que o Partito Democratico precisará saber utilizar nos proximos meses como plataforma emotiva para um relançamento, não somente nas pesquisas, mas também e sobretudo na definição de uma visão e de uma missão. E foi justo a falta de uma plataforma emotiva que dificultou até agora a credibilidade de um projeto lançado às pressas no ano passado para conter o retorno impetuoso de um Berlusconi de outrora. Estas condições respondem pelos nomes de Obama, Gelmini e Saviano. Tres nomes que nos levam a acontecimentos que Veltroni soube bem evocar e modular no discurso expectacular no Circo Maximo para uma plateia que vibrava de emoçâo. A querelle sobre os numeros não é relevante: o que interessa nestes casos é a tomada geral, o blink, a emoção comprimida e contida na intensidade de 55 minutos vividos num só folego, sem baixas de tensão, com a capacidade de refletir, com uma lucidez e um calor que só é dos grandes oradores e dos grandes discursos que ficam por muito tempo na nossa lembrança. E neste caso cai bem o paralelo com um Obama que se apresenta justamente nestes dias com as credenciais para um triunfo que periga ser arrebatador. Veltroni foi o primeiro leader politico do Ocidente a reconhecer o talento e compartilhar da visão do homem que parece fadado a mudar para sempre os paradigmas da politica americana e mundial, que a começar de sua biografia e de um uso inovativo da rede conseguiu na tarefa impossivel de transpor as fronteiras de uma Casa Branca desde sempre realmente só branca e etnicamente traçada: nunca teve um presidente que não fosse wasp, e sempre de origem britanica ou olandesa. Nunca um ispanico, um italo-americano e menos ainda um afro-americano. O Partito Democratico precisará saber endereçar o novo entusiasmo nesta mesma direção, abrindo imediatamente um relacionamento privilegiado com a Nova Casa Branca e o novo curso politico, apresentando uma receita que saiba superar a crisi financeira e esclarecer o fim de um modelo que encontra a direita despreparada e envolvida até os ossos em compromissos de responsabilidade economica e social. Veltroni não hesitou em indicar este como o unico caminho possivel. O segundo nome é o da Gelmini que tornou-se em poucas semanas o simbolo da insuficiencia, da superficialidade, da ignorancia e do provincianismo de um grupo em que somente Fini (não por acaso critico e afastado nesta fase) parece em condição de usar com sabedoria sua preparação politica e institucional. É desconcertante que com o decreto sobre o professor unico na escola primaria (a unica que funciona na Italia, com o reconhecimento no mundo todo), o grupo de governo foi tocar o nervo descoberto da sua fraqueza: a cultura, a educação, a capacidade de desenvolver projetos serios sobre um tema tão estrategico e decisivo, sobre o qual a cultura docentro-esquerda tem uma vantagem enorme, qualquer que seja a opinião de Luca Ricolfi no seu belo livro sobre a inegavel antipatia da esquerda. A superioridade moral e cultural da esquerda é inegavel também; os numeros a demonstram: a media dos livros lidos, de eventos culturais frequentados, de projetos sociais encaminhados no territorio. Por outro lado esta superioridade quase sempre foi-se transformando em desvantagem: a cultura e a inteligencia culturizada levam às distinções cavilosas, ao desenvolvimento da conciencia critica, às infindas discussões nas quais e esquerda se debate eternamente: aos muitos galos no galinheiro.
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l pollaio. Ma nello stesso tempo è una forza straordinaria quando si tratta di smontare le fragili visioni e decisioni di una destra che sulla scuola, sull’Università, sulla ricerca e sulla cultura ha davvero poco da dire e da proporre. Perché come ha saputo felicemente ricordare Veltroni nel suo discorso, per Berlusconi la scuola è la televisione, la sua televisione. Su questo tema il PD potrà recuperare le centinaia di migliaia di genitori che in Italia sono preoccupati per il destino dei loro figli: in Italia – come sappiamo – i figli e la famiglia contano più di ogni altra cosa. Ed è qui che si intravede uno spazio per la riscossa di una Italia che vuole ripartire dai propri talenti nascosti, dai propri valori e dal proprio carattere imprevedibile, ingegnoso e creativo. E’ qui che il Senso dell’Italia può trovare spazio e respiro, nell’utopia realizzabile di un Terzo Rinascimento.L’intempestiva imposizione del decreto sulla scuola ha dunque creato i presupposti di una rivolta e di una presa di coscienza collettiva, al di là delle posizioni politico-ideologiche, tra interi settori della società: dalle mamme agli studenti di tutte le età che fino a quel momento non avevano mai manifestato direttamente una opinione tanto chiara sul futuro.Il terzo nome è quello di Roberto Saviano, che nel corso della manifestazione e del discorso di Veltroni ha ricevuto l’applauso più lungo. Un personaggio - simbolo stesso della possibilità di un Terzo Rinascimento -, con la sua lucidità d’analisi e talento nella scrittura. Con la sua capacità di far convergere ragione ed emozione, una capacità che costituisce la cifra stessa della sua scrittura e della sua protesta, e che evoca la forza di personaggi altrettanto virtuosi nella chiarezza e nella passione: dal Che a Martin Luther King. Ebbene, a dispetto del suo iniziale posizionamento bi-partisan, Saviano sta diventando un eroe del PD al di là delle sue intenzioni, per forza di gravitazione spontanea: Gomorra trionfa nelle librerie e nelle sale cinematografiche coinvolgendo per la stragrande maggioranza quel popolo che le frequenta e che appartiene al mondo del centro-sinistra. Se a questo aggiungiamo le gaffe di Maroni, il coinvolgimento di esponenti della Pdl come Cosentino nelle trame camorriste, e soprattutto la scarsa credibilità di Berlusconi nel combattere questi fenomeni, il quadro appare chiaro e l’evoluzione altrettanto probabile. Saviano è e sarà il simbolo di quell’Italia morale e battagliera che appare migliore di chi la governa. Non bisogna avere paura di affermarlo, a costo di apparire antipatici, e su questo però costruire le basi di una reale alternativa civile e illuminata. Tutti i valori che emergono e continueranno ad emergere nei prossimi mesi e nei prossimi anni sono e continueranno ad essere quelli compatibili con una sinistra riformista nelle pratiche e radicale nei valori, che non accetta compromessi, ma che sa dialogare, ferma e sicura della propria visione del mondo, ma ormai lontana dai veti ideologici e dalle chiusure preconcette. Non è possibile prevedere quanto tempo ci vorrà, ma è certo che il nostro futuro va in questa direzione, e che Veltroni vincerà la sua battaglia, se solo riuscirà a consolidare la sua piattaforma emotiva. La manifestazione del 25 ottobre è stato un primo, importante passo in questa direzione, a condizione che non si smarrisca la strada di una nuova progettualità.(veja as outras propostas sobre o terceiro renascimento
( veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)

27/10/2008

PreVisão 50bis. A plataforma emotiva que faltava

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Data da previsão 50 bis: 27 de outubro de 2008
A manifestação de 25 de outubro se constitue em um divisor de aguas na politica italiana dos ultmos anos, por uma serie de condições externas que se criaram magicamente nestas semanas e que o Partito Democratico precisará saber utilizar nos proximos meses como plataforma emotiva para um relançamento, não somente nas pesquisas, mas também e sobretudo na definição de uma visão e de uma missão. E foi justo a falta de uma plataforma emotiva que dificultou até agora a credibilidade de um projeto lançado ás pressas no ano passado para conter o retorno impetuoso de um Berlusconi de outrora. Estas condições respondem pelos nomes de Obama, Gelmini e Saviano. Tres nomes que nos levam a acontecimentos que Veltroni soube bem evocar e modular no discurso expectacular no Circo Maximo para uma plateia que vibrava de emoçâo. A querelle sobre os numeros não é relevante: o que interessa nestes casos é a tomada geral, o blink, a emoção comprimida e contida na intensidade de 55 minutos vividos num só folego, sem baixas de tensão, com a capacidade de refletir, com uma lucidez e um calor que só é dos grandes oradores e dos grandes discursos que ficam por muito tempo na nossa lembrança. E neste caso cai bem o paralelo com um Obama que se apresenta justamente nestes dias com as credenciais para um triunfo que periga ser arrebatador. Veltroni foi o primeiro leader politico do Ocidente a reconhecer o talento e compartilhar da visão do homem que parece fadado a mudar para sempre os paradigmas da politica americana emundial, que a começar da sua biografia e de um uso inovativo da rede conseguiu na tarefa impossivel de transpor as fronteiras de uma Casa Branca desde sempre realmente só branca e etnicamente traçada: nunca teve um presidente que não fosse wasp, e sempre de origem britanica ou olandesa. Nunca um ispanico, um italo-americano e menos ainda um afro-americano. O Partito Democratico precisará saber endereçar o novo entusiasmo nesta mesma direção, abrindo imediatamente um relacionamento privilegiado com a Nova Casa Branca e o novo curso politico, apresentando uma receita que saiba superar a crisi financeira e esclarecer o fim de um modelo que encontra a direita despreparada e envolvida até os ossos em compromissos de responsabilidade economica e social. Veltroni não
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lta fino alla punta dei capelli in termini di responsabilità economica e sociale. Veltroni non ha esitato nell’indicare questa come l’unica strada percorribile.Il secondo nome è quello della Gelmini, diventato in poche settimane il simbolo dell’inadeguatezza, della superficialità, dell’ignoranza e del provincialismo di una compagine nella quale solo Fini (non a caso critico e defilato in questa fase) appare in grado di usare con saggezza la propria preparazione politica e istituzionale. E’ sconcertante che con il decreto sul maestro unico nella scuola elementare (l’unica che funzioni in Italia, con riconoscimenti in tutto il mondo), il gruppo di governo sia andato a toccare il nervo scoperto della propria debolezza: la cultura, l’educazione, la capacità di sviluppare progetti seri su un tema tanto strategico e decisivo sul quale la cultura di centro sinistra ha un vantaggio enorme, checchè ne dica e ne scriva Luca Ricolfi nel suo bel libro sull’innegabile antipatia della sinistra. La superiorità morale e culturale della sinistra è però reale e innegabile; ci sono i numeri a dimostrarlo: la media di libri letti, di eventi culturali frequentati, di progetti sociali avviati sul territorio. Peraltro questa superiorità si è quasi sempre trasformata in uno svantaggio: la cultura e l’intelligenza acculturata conduce ai distinguo, allo sviluppo della coscienza critica, alle infinite discussioni in cui da sempre la sinistra si dibatte: ai tanti galli nel pollaio. Ma nello stesso tempo è una forza straordinaria quando si tratta di smontare le fragili visioni e decisioni di una destra che sulla scuola, sull’Università, sulla ricerca e sulla cultura ha davvero poco da dire e da proporre. Perché come ha saputo felicemente ricordare Veltroni nel suo discorso, per Berlusconi la scuola è la televisione, la sua televisione. Su questo tema il PD potrà recuperare le centinaia di migliaia di genitori che in Italia sono preoccupati per il destino dei loro figli: in Italia – come sappiamo – i figli e la famiglia contano più di ogni altra cosa. Ed è qui che si intravede uno spazio per la riscossa di una Italia che vuole ripartire dai propri talenti nascosti, dai propri valori e dal proprio carattere imprevedibile, ingegnoso e creativo. E’ qui che il Senso dell’Italia può trovare spazio e respiro, nell’utopia realizzabile di un Terzo Rinascimento.L’intempestiva imposizione del decreto sulla scuola ha dunque creato i presupposti di una rivolta e di una presa di coscienza collettiva, al di là delle posizioni politico-ideologiche, tra interi settori della società: dalle mamme agli studenti di tutte le età che fino a quel momento non avevano mai manifestato direttamente una opinione tanto chiara sul futuro.Il terzo nome è quello di Roberto Saviano, che nel corso della manifestazione e del discorso di Veltroni ha ricevuto l’applauso più lungo. Un personaggio - simbolo stesso della possibilità di un Terzo Rinascimento -, con la sua lucidità d’analisi e talento nella scrittura. Con la sua capacità di far convergere ragione ed emozione, una capacità che costituisce la cifra stessa della sua scrittura e della sua protesta, e che evoca la forza di personaggi altrettanto virtuosi nella chiarezza e nella passione: dal Che a Martin Luther King. Ebbene, a dispetto del suo iniziale posizionamento bi-partisan, Saviano sta diventando un eroe del PD al di là delle sue intenzioni, per forza di gravitazione spontanea: Gomorra trionfa nelle librerie e nelle sale cinematografiche coinvolgendo per la stragrande maggioranza quel popolo che le frequenta e che appartiene al mondo del centro-sinistra. Se a questo aggiungiamo le gaffe di Maroni, il coinvolgimento di esponenti della Pdl come Cosentino nelle trame camorriste, e soprattutto la scarsa credibilità di Berlusconi nel combattere questi fenomeni, il quadro appare chiaro e l’evoluzione altrettanto probabile. Saviano è e sarà il simbolo di quell’Italia morale e battagliera che appare migliore di chi la governa. Non bisogna avere paura di affermarlo, a costo di apparire antipatici, e su questo però costruire le basi di una reale alternativa civile e illuminata. Tutti i valori che emergono e continueranno ad emergere nei prossimi mesi e nei prossimi anni sono e continueranno ad essere quelli compatibili con una sinistra riformista nelle pratiche e radicale nei valori, che non accetta compromessi, ma che sa dialogare, ferma e sicura della propria visione del mondo, ma ormai lontana dai veti ideologici e dalle chiusure preconcette. Non è possibile prevedere quanto tempo ci vorrà, ma è certo che il nostro futuro va in questa direzione, e che Veltroni vincerà la sua battaglia, se solo riuscirà a consolidare la sua piattaforma emotiva. La manifestazione del 25 ottobre è stato un primo, importante passo in questa direzione. Data di scadenza: 27 ottobre 2012 Scritto alle 09:52 in Italia, Politica, Terzo Rinascimento Commenti (0) TrackBack (0)

26/10/2008

Proposta 11. Praticas minimas, começando pelas crianças

Data da proposta: 3 de outubro de 2008
Nos proximos dias será distribuido nas escolas inglesas um manual de conselhos praticos, elaborados pelas crianças e pelos seus educadores, sobre pequenos recursos e comportamentos virtuosos para economizar energia, proteger o meio ambiente e reforçar as relações cotidianas entre as pessoas. Ora, quando falo de praticas a ser renovadas me refiro a isto também. Começar pela banalidade dos gestos repetidos no dia a dia, e plasmar uma nova consciencia partindo de baixo, invertendo a classica concepção que tem devastado os comportamentos da esquerda: o pessoal é politico(a ação pessoal n.d.tr). Desta convicsão, que bem se originava na condivisão de uma serie de valores corretos, que estão vencendo no mundo todo (veja a proposta 8- da defesa dos direitos á sustentabilidade ambiental) descende uma serie infinita de praticas que ao contrario comprometeram o correto funcionamento da sociedade e das relações inter-pessoais : da ditadura do proletariado ao 6 politico (o direito á nota minima para todos n.d.tr), do casal aberto ao permissivismo, da cultura das drogas á folia dos "compagneiros que erraram". Uma dramatica divaricação entre valores que paradoxalmente estão triunfando no mundo todo (até Bush teve que se dobrar á evidencia que a intervenção do Estado é necessaria...) e praticas cotidianas sem sentido, ideologicas, obtusas e incapazes de estimular as sensibilidades pessoais. Em suma, não comprender que o politico é pessoal (a ação politica n.d.tr.), e precisa encontrar tons e linguagens em sintonia com a vida real das pessoas.
A proposta portanto é: defendamos nossa capacidade de produzir e seguir os valores corretos, mas aceitemos abandonar praticas obsoletas e profundamente erradas. Após diagnosticos quase sempre articulados e corretos (um exemplo recente: a leitura no-global do mundo, que bem se assemelha á realidade) sigamos com terapias igualmente focadas. Se o diagnostico for correto mas a terapia continua errada, é certo que o paciente morre.
( veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)

23/10/2008

Proposta 8. Conciliar os valores emergentes com as praticas possiveis

Data de proposta:12 de setembro de 2008
Nas sociedades contemporaneas está evidenciando-se um fenomeno curioso que pode tornar-se uma patologia social: uma divaricação sempre mais acentuada entre os valores emergentes e as praticas concretas que as pessoas adotam e atuam. Em especial podemos afirmar que todos os valores que no longo prazo estão se impondo (sensibilidade ambiental, condivisão do conhecimento, democratização do gosto, compromisso como cidadão, respeito dos direitos) provém da cultura da esquerda europeia e americana, ao passo que as praticas dominantes são muito mais a expressão do pragmatismo e liberismo da direita.
Na Italia esta divaricação fica particularmente dramatica, e pode ser sintetizada numa expressão que parece ironica mas só aparentemente: estamos nas mãos de uma direita capaz de tudo e de uma esquerda que não sabe fazer nada. Uma direita que não tem mais nenhuma orientação de valores e que regula-se por um decisionismo generico e cego, e uma esquerda que só para defender seus proprios valores renuncia a toda e qualquer forma de governo.
A proposta portanto é criar no territorio laboratorios de experimentação que possam, sobre um valor condividido (por exemplo a sensibilidade ambiental ou o respeito pela diversidade), conseguir elaborar novas estrategias e imaginar novas praticas, individuais e coletivas, a ser promovidas futuramente como projeto cidadão e social.
(veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)

15/10/2008

PreSentimento 40. China e fenomenologia do poder

Data do presentimento: 15 de outubro de 2007
Entre os argumentos que neste blog também apaixonam mais os leitores assinalamos: a China, a memoria, o poder e a gestão destes em termos de visibilidade e invisibilidade.
O 17esimo Congresso do Partido Comunista Chines e a reconfirmação implicita de seu leader invisivel Hu Jintao, solicitam uma reflexão sobre as logicas do poder no Pais que guiará o mundo - pelo meno do ponto de vista do poder economico - nos proximos 50 anos. Lembramos como Hu Jintao foi escolhido em linha direta por Deng Xiaoping a 15 anos como delfim e continuador da sua politica, e como hoje ele represente simbolicamente a extraordinaria solidez e coesão na visão que se tem deste Pais. A China nestes anos demonstra ser o unico Pais a ter trabalhado com lucidez e eficacia sobre seu futuro. Tendo decidido com cinico realismo que a democracia para os chineses é por enquanto um luxo ainda não acessivel pelos proximos 15 anos pelo menos. Nos pensamos que a questão seja de ter ou não ter concordancia, mas ao contrario isso é irrelevante para o governo chines.
Mas a impressão é - e aqui está o presentimento datado 2022 - que eles vão chegar lá. Sem adotar, é claro, o modelo de democracia ocidental surgido das duas revoluções - francesa e americana - mas atravéz de um metabolismo e um trabalho essencialmente chineses. Como sempre aconteceu na historia deste Pais. É por isso também que na fase atual o leader do maior Pais do mundo não precisa de uma imagem publica, como explica corretamente Rampini no seu artigo de 12 de outubro em La Repubblica . Bem diferente de aqueles nossos politicos ( não são todos assim, é claro) que gritam e rasgam suas roupas na tv, porque não tem visão nem poder de decisão.
Data de vencimento: 15 de outubro de 2022