Data do presentimento: 14 de novembro de 2007
O caso de Perugia (assassinato de uma estudante universitaria ndt) e as reflexões consequentes sobre a nova geração Erasmus se tornou, como infelizmente acontece muitas vezes na Italia e no seu sistema mediatico profundamente doente, uma ocasião para banalizar e criminalizar a experiencia de milhões de jovens estudantes que por sorte estão envolvidos em uma das poucas expériencias deveras formativas na Europa, projetadas pelas instituições universitarias para esta geração. A excessão desviante não pode portanto tornar-se regra na leitura da realidade juvenil, apontando o dedo somente sobre estes acontecimentos de paginas policiais. Uma vez esclarecido este aspecto, é importante refletir a respeito da atratividade exercida sobre o mundo juvenil pelo risco e pelo desafio pessoal ao destino ou aos proprios limites. Se enquadram nesta categoria os jogos de azar, mas também alguns esportes radicais e muitos comportamentos ligados ao mundo da noite: desde o uso e abuso de substancias toxicas até praticas eroticas extremas e desviantes. A experiencia do desafio, do risco, da superação de todos os limites, implica nestes prazeres desejados por muitos rapazes na fase da passagem para o mundo adulto. Até que se compreenda a felicidade violenta que estes comportamentos tornam possivel, não se conseguirá enfrentar de maneira eficaz os problemas que deles insurgem. O modelo Las Vegas constitue a possivel resposta americana ao problema, ao construir uma cidade da "perdição" onde estes comportamentos são aceitos e encorajados, tornando-se um parque tematico para a felicidade transgressiva, ao passo que o distrito do prazer entre Rimini e Cattolica tem representado por muitos anos a resposta italiana (sem duvida mais sadia) ao propôr a ideia de ferias para cair na farra ou do fim de semana transgressivo. Será preciso compreender que o risco e a transgressão constituem muitas vezes para estas faixas etarias - longe da politica e de outros projetos de vida - "o sal" da vida. O presentimento porém é que nos proximos 10 anos não conseguiremos fazer progressos nesta direção: a caça ao monstro vai continuar, infelizmente.
Data de vencimento: 14 de novembre 2017
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14/11/2008
09/11/2008
()Presentimento 52. Os relampagos e a segurança
Data do presentimento: 9 de novembro de 2007
È muito raro que alguem morra atingido por um relampago. Justo na noite de Halloween duas pessoas foram vitima desta mesma fatalidade a poucas centenas de kilometros de distancia, nas Puglias e na Calabria. Esta tragedia, na sua modalidade dupla, nos leva a refletir sobre fatalidade e fatalismo, sobre dasafio e segurança. Nossa obsessão pelo controle alimenta todo tipo de medo na tentativa paradoxal de eliminar da nossa existencia qualquer tipo de risco. Os midia nos bombardeiam com estimulos que transmitem medos atavicos misturados com preocupações cotidianas, exageradamente amplificados em comparação ao perigo real. A solução porém não está em enfrentar o problema racionalmente com os instrumentos da estatistica e da contra-ideologia, como normalmente tem feito a esquerda. O presentimento de fato é que nos proximos 10 anos continuaremos a especular sobre a com-paixão - no sentido da partecipação emotiva às tragedias que é tipica dos seres humanos e ao contrario ausente no mundo animal - para orientar a psicologia individual e coletiva a direcionar o medo e a ansia, e controlar melhor a vida das pessoas, isolando-as na sua percepção do perigo externo, transferido habilmente sobre varios bodes expiatorios - que sejam o imigrante extra-comunitario ou o tal do rumeno. Mas quando um dia qualquer um atirador de elite enlouquece e do seu terraço mata duas pessoas e fere outras oito, ou um improvavel relampago atinge - como na mitologia grega - um funcionario dentro de um estadio, percebemos (talvez) que as condicões externas - por tanto que possam e devam ser melhoradas, nunca estarão totalmente sob nosso controle (nem as ditadura conseguem) e como a beleza do nosso desafio vital esteja precisamente no viver entre o risco do relampago e a felicidade de nossos projetos, em um labirinto que nos solicita continuamente a busca pelo fio de Arianna.
Data de vencimento: 9 de novembro de2017
È muito raro que alguem morra atingido por um relampago. Justo na noite de Halloween duas pessoas foram vitima desta mesma fatalidade a poucas centenas de kilometros de distancia, nas Puglias e na Calabria. Esta tragedia, na sua modalidade dupla, nos leva a refletir sobre fatalidade e fatalismo, sobre dasafio e segurança. Nossa obsessão pelo controle alimenta todo tipo de medo na tentativa paradoxal de eliminar da nossa existencia qualquer tipo de risco. Os midia nos bombardeiam com estimulos que transmitem medos atavicos misturados com preocupações cotidianas, exageradamente amplificados em comparação ao perigo real. A solução porém não está em enfrentar o problema racionalmente com os instrumentos da estatistica e da contra-ideologia, como normalmente tem feito a esquerda. O presentimento de fato é que nos proximos 10 anos continuaremos a especular sobre a com-paixão - no sentido da partecipação emotiva às tragedias que é tipica dos seres humanos e ao contrario ausente no mundo animal - para orientar a psicologia individual e coletiva a direcionar o medo e a ansia, e controlar melhor a vida das pessoas, isolando-as na sua percepção do perigo externo, transferido habilmente sobre varios bodes expiatorios - que sejam o imigrante extra-comunitario ou o tal do rumeno. Mas quando um dia qualquer um atirador de elite enlouquece e do seu terraço mata duas pessoas e fere outras oito, ou um improvavel relampago atinge - como na mitologia grega - um funcionario dentro de um estadio, percebemos (talvez) que as condicões externas - por tanto que possam e devam ser melhoradas, nunca estarão totalmente sob nosso controle (nem as ditadura conseguem) e como a beleza do nosso desafio vital esteja precisamente no viver entre o risco do relampago e a felicidade de nossos projetos, em um labirinto que nos solicita continuamente a busca pelo fio de Arianna.
Data de vencimento: 9 de novembro de2017
05/11/2008
Reflexão 1 sobre um futuro já presente
Me sinto feliz. Não somente porque uma previsão de um ano atrás e um presentimento deste 16 de janeiro se revelaram corretos, mas porque a arrebatadora vitoria de Obama confirma e reforça uma serie de argumentos que propusemos continuamente neste blog. Trabalhar nesta dimensão proporciona às vezes muitas satisfações: o proximo passo será individuar o dia em que (a duvida é sobre quando, não sobre se) tudo isso acontecerá na Italia. E eu acredito - talvez contra o bom senso - que este dia não seja muito longe.
1) a politica da esperança vencerá a politica do medo
2) o mundo da web 2.0 pode multiplicar ao infinito conteudos relevantes e valores consistentes
3)a abertura ao mundo e a polinização entre as culturas - das quais Obama é a expressão encarnada - constitue uma chave vencedora para o futuro
4) a biografia de cada um se torna uma plataforma politica crivel quando condividida na base dos valores
5) as gerações jovens despertam quando utilizamos seus canais e suas linguagens
6) a politica vence quando em vez de usar as contraposições ideologicas valoriza catalizadores emocionais que sejam condivididos
7) o protagonismo dos lideres precisa encontrar o protagonismo ativo dos seguidores
8) o tam tam virtuoso se origina de projetos condivididos no territorio
9) a retorica da mudança pode ser transformada em um tremendo instrumento de persuasão somente se sustentada pela credibilidade e o exemplo de quem a anuncia
10) os valores tradicionais progressistas ressurgem quando encarnados em praticas absolutamente renovadas, além dos bairrismos ideologicos
Aqui está o que escrevi em 15 de janeiro de 2008
PreSentimento 85. O contra-ataque da esperança
Na corrida às presidenciais americanas Obama já ganhou. Qualquer que seja a conclusão da corrida nas primarias, sua contribuição de frescor e energia deu uma chicotada memoravel em um Pais em crise total de leadership, de credibilidade, de entusiasmo e de visão. O presentimento que agita este blog nos ultimos 6 meses é que o triunfo de Obama será de qualquer modo inevitavel pela simples razão que , depois de 40 anos, ele encarna novamente as esperanças do sonho americano que depois de Kennedy foram se diluindo na teatralidade forçada de Reagan e na pessoal falta de escrupulos de Clinton (apesar disso os 2 presidentes mais amados depois de John). Se a America ainda é a America ( e não temos razões para duvidar disso: o genius loci de um Pais não se apaga assim simplesmente), a mobilização entusiasmada de jovens e pessoas que nunca entraram no jogo da politica, derrubará qualquer avaliação racional sobre a experiencia, a solidez, a preparação de um candidato formidavel como Hillary, digo o casal Clinton (falar em uma candidatura exclusivamente feminina parece francamente limitante) que vantam competencia, relacionamentos internacionais, inteligencia. Agora, como escreve Mario Vargas Llosa no La Stampa de sabado 12 de janeiro, o reformismo idealista e a mensagem de esperança que a autobiografia de Obama propõem também, aparecem hoje sem duvida irresistiveis para uma America que tem uma necessidade desesperada de reencontrar suas proprias raizes ideais.
Data de vencimento: 15 de janeiro de 2009
1) a politica da esperança vencerá a politica do medo
2) o mundo da web 2.0 pode multiplicar ao infinito conteudos relevantes e valores consistentes
3)a abertura ao mundo e a polinização entre as culturas - das quais Obama é a expressão encarnada - constitue uma chave vencedora para o futuro
4) a biografia de cada um se torna uma plataforma politica crivel quando condividida na base dos valores
5) as gerações jovens despertam quando utilizamos seus canais e suas linguagens
6) a politica vence quando em vez de usar as contraposições ideologicas valoriza catalizadores emocionais que sejam condivididos
7) o protagonismo dos lideres precisa encontrar o protagonismo ativo dos seguidores
8) o tam tam virtuoso se origina de projetos condivididos no territorio
9) a retorica da mudança pode ser transformada em um tremendo instrumento de persuasão somente se sustentada pela credibilidade e o exemplo de quem a anuncia
10) os valores tradicionais progressistas ressurgem quando encarnados em praticas absolutamente renovadas, além dos bairrismos ideologicos
Aqui está o que escrevi em 15 de janeiro de 2008
PreSentimento 85. O contra-ataque da esperança
Na corrida às presidenciais americanas Obama já ganhou. Qualquer que seja a conclusão da corrida nas primarias, sua contribuição de frescor e energia deu uma chicotada memoravel em um Pais em crise total de leadership, de credibilidade, de entusiasmo e de visão. O presentimento que agita este blog nos ultimos 6 meses é que o triunfo de Obama será de qualquer modo inevitavel pela simples razão que , depois de 40 anos, ele encarna novamente as esperanças do sonho americano que depois de Kennedy foram se diluindo na teatralidade forçada de Reagan e na pessoal falta de escrupulos de Clinton (apesar disso os 2 presidentes mais amados depois de John). Se a America ainda é a America ( e não temos razões para duvidar disso: o genius loci de um Pais não se apaga assim simplesmente), a mobilização entusiasmada de jovens e pessoas que nunca entraram no jogo da politica, derrubará qualquer avaliação racional sobre a experiencia, a solidez, a preparação de um candidato formidavel como Hillary, digo o casal Clinton (falar em uma candidatura exclusivamente feminina parece francamente limitante) que vantam competencia, relacionamentos internacionais, inteligencia. Agora, como escreve Mario Vargas Llosa no La Stampa de sabado 12 de janeiro, o reformismo idealista e a mensagem de esperança que a autobiografia de Obama propõem também, aparecem hoje sem duvida irresistiveis para uma America que tem uma necessidade desesperada de reencontrar suas proprias raizes ideais.
Data de vencimento: 15 de janeiro de 2009
31/10/2008
Proposta 13. O que a crise nos ensina
Data da proposta: 17 de outubro de 2008
O imaginario da crise economica que nestes dias tem reforçado sua presença mediatica eliminando qualquer outra preocupação, merece alguma reflexão e pensamento resolutivo.
1) A crise atual demonstra a crise definitiva de um modelo de desenvolvimento que já era evidente a alguns anos. O fim de um mundo porém , não é o fim do mundo. De uma epoca de mudanças nasce hoje uma mudança de epoca, como repetimos varias vezes neste blog. O rei está definitivamente nu.
2) Os valores que emergem (sustentabilidade ambiental, centralidade do humano, criatividade cotidiana, direitos individuais) precisam se transformar em virtudes, em uma luta em que o individuo precisa conquistar para si o direito de ser o autor, o sujeito da sua propria existencia: a possibilidade de construir sua vida individual, com sua especifica diferença em relação a todas as outras e sua capacidade de dar um sentido geral a cada evento particular.
3) Revalorizar as qualidades tangiveis, cujo conteudo a finança selvagem tinha esvaziado.
4) Revalorizar o longo prazo, uma logica engolida pela visão do curto prazo que tem dominado nas decisões das multinacionais e na avaliação dos objetivos trimestrais, e que tem migrado para o credito ao consumo e o uso patologico da carta de credito.
5) Tudo aquilo que emerge do desmoronamento do neo-liberismo e do economicismo precisa de qualquer forma ser orientado na direção de uma sociologia da subjetividade. A economia não sobrevive sem uma visão social renovada. O sujeito é sempre individual, mesmo quando se envolve na ação coletiva, no papel de defensor de um direito universal.
6) Os direitos individuais constituem o eixo desta nova fase descrita por Touraine em A globalização e o fim do social.
7) A fragilidade do eu depois do occaso dos Grandes Contos, encontra a possibilidade de um grande conto dele proprio a reconhecer a existencia individual e singular. Esta possibilidade se torna concreta pela revolução da Rede, com os blogs e social networks, em que o individuo participante torna-se um protagonista.
8) O sujeito se esforçará para criar instituições e regras de direito capazes de sustentar sua liberdade e criatividade, utilizando estas instituições e associações, sem porém dobrar-se a elas.
9) No Terceiro Renascimento precisará elaborar a imagem e identidade do sujeito-autor, fecundas de virtudes inconcientes, que herdamos do Renascimento Italiano. Aquele que será inevitavelmente o sujeito da historia, e que vem a ser o contrario do sudito ou do consumidor.
10) O emergir do sujeito está ligado ao declinio das grandes narrações mencionado por Jean-François Lyotard, e que vem sendo porém substituidas pelas grandes narrações pessoais que a Rede nos traz. A vida do sujeito pessoal terá a mesma dramaticidade da historia do mundo.
Resumindo, a decima terceira proposta é recomeçar a partir das mudanças que a crise decretou definitivamente, para plasmar de forma nova nosso horizonte futuro.
( veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)
O imaginario da crise economica que nestes dias tem reforçado sua presença mediatica eliminando qualquer outra preocupação, merece alguma reflexão e pensamento resolutivo.
1) A crise atual demonstra a crise definitiva de um modelo de desenvolvimento que já era evidente a alguns anos. O fim de um mundo porém , não é o fim do mundo. De uma epoca de mudanças nasce hoje uma mudança de epoca, como repetimos varias vezes neste blog. O rei está definitivamente nu.
2) Os valores que emergem (sustentabilidade ambiental, centralidade do humano, criatividade cotidiana, direitos individuais) precisam se transformar em virtudes, em uma luta em que o individuo precisa conquistar para si o direito de ser o autor, o sujeito da sua propria existencia: a possibilidade de construir sua vida individual, com sua especifica diferença em relação a todas as outras e sua capacidade de dar um sentido geral a cada evento particular.
3) Revalorizar as qualidades tangiveis, cujo conteudo a finança selvagem tinha esvaziado.
4) Revalorizar o longo prazo, uma logica engolida pela visão do curto prazo que tem dominado nas decisões das multinacionais e na avaliação dos objetivos trimestrais, e que tem migrado para o credito ao consumo e o uso patologico da carta de credito.
5) Tudo aquilo que emerge do desmoronamento do neo-liberismo e do economicismo precisa de qualquer forma ser orientado na direção de uma sociologia da subjetividade. A economia não sobrevive sem uma visão social renovada. O sujeito é sempre individual, mesmo quando se envolve na ação coletiva, no papel de defensor de um direito universal.
6) Os direitos individuais constituem o eixo desta nova fase descrita por Touraine em A globalização e o fim do social.
7) A fragilidade do eu depois do occaso dos Grandes Contos, encontra a possibilidade de um grande conto dele proprio a reconhecer a existencia individual e singular. Esta possibilidade se torna concreta pela revolução da Rede, com os blogs e social networks, em que o individuo participante torna-se um protagonista.
8) O sujeito se esforçará para criar instituições e regras de direito capazes de sustentar sua liberdade e criatividade, utilizando estas instituições e associações, sem porém dobrar-se a elas.
9) No Terceiro Renascimento precisará elaborar a imagem e identidade do sujeito-autor, fecundas de virtudes inconcientes, que herdamos do Renascimento Italiano. Aquele que será inevitavelmente o sujeito da historia, e que vem a ser o contrario do sudito ou do consumidor.
10) O emergir do sujeito está ligado ao declinio das grandes narrações mencionado por Jean-François Lyotard, e que vem sendo porém substituidas pelas grandes narrações pessoais que a Rede nos traz. A vida do sujeito pessoal terá a mesma dramaticidade da historia do mundo.
Resumindo, a decima terceira proposta é recomeçar a partir das mudanças que a crise decretou definitivamente, para plasmar de forma nova nosso horizonte futuro.
( veja as propostas anteriores na categoria: terceiro renascimento)
14/10/2008
PreVisão 43. Nobel e cotas rosa
Data da previsão: 14 de outubro de 2007
O Nobel a Doris Lessing assinala contemporaneamente uma dupla verdade: o reconhecimento da centralidade feminina na definição dos valores emergentes na sociedade do futuro (cuidado, intuição, inteligencia relacional, recusa dos esquematismos) e ao mesmo tempo a culpa pelo atrazo em reconhece-la. Faz vinte anos que a Lessing com sua extraordinaria obra está em odor de Nobel , que chega a ela na idade veneranda de 88 anos.
Em todo caso tomamos a ocasião para reafirmar- uma vez mais- a importancia de uma sensibilidade que nasce das coisas da vida, das dores e dos prazeres reais, tangiveis, combinada com uma capacidade de lançar visões no futuro como a Lessing sempre fez nas suas obras, conseguindo antecipar todos os temas que marcaram estes anos: influencia feminina além do feminismo, relações entre as diversidades, formas de controle social e intimidade. Sua poetica é definida nas palavras de abertura do seu ultimo livro: "as conversas trazem fofocas, mas ainda mais geram canções".
No atual contexto as cotas rosa parecem o unica maneira de fazer frente a este lamentavel atrazo, pelo menos na Italia.
A previsão é que nos proximos 5 anos vai ser uma pratica difusa e aceitada.
Data de vencimento: 14 de outubro de 2012.
O Nobel a Doris Lessing assinala contemporaneamente uma dupla verdade: o reconhecimento da centralidade feminina na definição dos valores emergentes na sociedade do futuro (cuidado, intuição, inteligencia relacional, recusa dos esquematismos) e ao mesmo tempo a culpa pelo atrazo em reconhece-la. Faz vinte anos que a Lessing com sua extraordinaria obra está em odor de Nobel , que chega a ela na idade veneranda de 88 anos.
Em todo caso tomamos a ocasião para reafirmar- uma vez mais- a importancia de uma sensibilidade que nasce das coisas da vida, das dores e dos prazeres reais, tangiveis, combinada com uma capacidade de lançar visões no futuro como a Lessing sempre fez nas suas obras, conseguindo antecipar todos os temas que marcaram estes anos: influencia feminina além do feminismo, relações entre as diversidades, formas de controle social e intimidade. Sua poetica é definida nas palavras de abertura do seu ultimo livro: "as conversas trazem fofocas, mas ainda mais geram canções".
No atual contexto as cotas rosa parecem o unica maneira de fazer frente a este lamentavel atrazo, pelo menos na Italia.
A previsão é que nos proximos 5 anos vai ser uma pratica difusa e aceitada.
Data de vencimento: 14 de outubro de 2012.
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